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Agrupamento de Escolas Raul Proença aberto à inovação nas práticas pedagógicas

O professor João Silva foi reconduzido no cargo de diretor do Agrupamento de Escolas Raul Proença (AERP) para o quadriénio 2023-2027. Neste novo mandato, assume o cargo com “honra e responsabilidade”, acreditando num AERP aberto à mudança, com a “obrigação de inovar nas práticas pedagógicas, de ir ao encontro de necessidades e expressivas dos nossos alunos, de promover uma inclusão plena e verdadeira”.

O professor João Silva foi reconduzido no cargo de diretor do Agrupamento de Escolas Raul Proença (AERP) para o quadriénio 2023-2027. Neste novo mandato, assume o cargo com “honra e responsabilidade”, acreditando num AERP aberto à mudança, com a “obrigação de inovar nas práticas pedagógicas, de ir ao encontro de necessidades e expressivas dos nossos alunos, de promover uma inclusão plena e verdadeira”.

Na cerimónia da tomada de posse, que decorreu no passado dia 12, na biblioteca da Escola Secundária Raul Proença (ESRP), perante os convidados (docentes e não docentes, e ainda entidades em representação das instituições e de outros estabelecimentos de ensino) João Silva falou do grande desafio que têm pela frente com a falta de “professores e o desencanto de muitos profissionais com a sua carreira e a desconsideração social”. “Não está nas nossas mãos a solução para este problema, mas não devemos desistir de lutar por um sistema de ensino público de qualidade, em que os seus profissionais sejam devidamente reconhecidos”, salientou.

João Silva fez referência aos estabelecimentos de ensino do agrupamento que necessitam de obras como a Escola do Bairro da Ponte, que precisa de “requalificações urgentes”, e a Escola Secundária Raul Proença (ESRP), que já há muito vem lutando por obras profundas de requalificação e de modernização. “Estamos perto de conseguir estes objetivos, contudo, só serão possíveis com o envolvimento profundo da autarquia e, neste aspeto, sentimos que está a ser o feito um enorme esforço para a sua concretização”, referiu.

O diretor do agrupamento disse que para as obras da ESRP está já feito o projeto de arquitetura e a escola sugeriu algumas alterações, pelo que a Câmara vai avançar agora para os projetos de especialidade. “O desejo do executivo da autarquia é que os projetos estejam concluídos até o final de abril para depois lançar concurso com a Direção-Geral dos Estabelecimentos Escolares”. A obra tem uma candidatura aprovada no âmbito do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR), com o financiamento de cerca de seis milhões de euros a cem por cento. As intervenções serão feitas por blocos.

O responsável disse que são 2750 alunos que exigem “muito de nós” e que não “podem cristalizar”, assim como não devem abdicar da “nossa imagem de marca de um ensino exigente e de qualidade”. Para isso conta com um trabalho de “equipa e de forte companheirismo para ultrapassar os momentos difíceis, que são muitos”.

João Silva revelou que “só pelo apoio de todos” decidiu voltar a candidatar-se ao lugar”. Referiu que tem sentido o “apoio de todos, sem nunca esquecer a importância e contributo da associação de pais”. Considera o AERP a sua “segunda casa”, em muitas ocasiões a “primeira”.

Vereadora elogia diretor

O diretor do AERP recordou que foi em janeiro de 2015 que iniciou “esta caminhada com os receios próprios de um desejo tão exigente”. Tinha a experiência de cinco anos como subdiretor da ESRP e de presidente do conselho geral. Conhecia bem a realidade da escola sede, mas o “agrupamento assumia outra dimensão”.

“A Escola Básica de Santo Onofre não ia muito além dos 400 alunos, as situações de indisciplina e insucesso eram frequentes. Agora, a escola ultrapassou os 900 alunos. Os resultados melhoraram, a indisciplina diminuiu e os encarregados de educação confiam na escola”, apontou.

Segundo o responsável, “as escolas do 1º ciclo do agrupamento têm uma forte procura e os jardins de infância esgotam rapidamente as suas vagas”.

Lembrou que em 2017 o AERP obteve três excelentes nos domínios da avaliação externa de realização pela Inspeção Geral da Educação.

Segundo o responsável, obtiveram prémios “eTwinning nos selos da Escola Amiga das Crianças, Escola Saudável, Bandeira Eco Escolas, Escolas-azul, prémios no Sitestar, Batalha da Leitura e da Poesia, Qualificações Eqavet, robótica, desporto escolar, escola de desporto, entre outros.

Destacou a organização da final nacional das Olimpíadas de Matemática e do Cantar Alemão, a acreditação do Erasmus+ que tem permitido realizar várias modalidades no estrangeiro, sem esquecer a atribuição da Medalha de Honra da Cidade.

Salientou que ainda “têm muito para fazer”, além das inúmeras iniciativas que são imagem de marca do AERP, como “Caminhamos juntos”, “Juntos Conseguimos Fazer Dias Diferentes”, “Happening”, “Cabaz solidário” e “Dia Aberto EBI”. Renovaram iniciativas como o Onofre em Festa e a Semana de Raul Proença.

No final disse que as conquistas são “de todos”, destacando os professores, psicólogos, funcionários, encarregados de educação, parceiros, autarquia e, em particular, os alunos e crianças. Realçou ainda a equipa da direção do agrupamento (Paula, Mafalda, Isabel, Ricardo e Nuno), sem os quais “não seria possível levar este barco a bom porto”.

O presidente do Conselho Geral do AERP, Carlos Pires, fez referência ao projeto de intervenção, destacando o papel do diretor em “assumir inúmeros desafios que o levam a mostrar a sua garra e o seu dinamismo na liderança sem deixar de ouvir os outros”.

Presente na cerimónia esteve a vereadora da educação, Conceição Henriques, que referiu que João Silva faz parecer com que “a tarefa de diretor seja muito fácil devido ao modo como encara os problemas, como interage com os interlocutores e da forma construtiva e respeitadora que lida com a Câmara”. “É muito fácil lidar com uma instituição desta dimensão e relevância quando tem à frente uma direção encabeçada por um diretor que tem estas boas práticas na relação institucional”, adiantou.

A autarca referiu que quando assumiu a sua função de vereadora da educação sabia que o AERP tinha alguns processos pendentes, desde logo a requalificação do edifício sede, que é tão “premente”. “O processo moroso de lançar a primeira pedra da reconstrução já começou há largos meses e neste momento está bastante avançado”, revelou.  

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