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AIRO comemora 40 anos ao serviço das empresas

Reconhecida como uma referência no mundo do empreendedorismo, a AIRO - Associação Empresarial da Região Oeste comemorou 40 anos com um grande evento dirigido aos empresários, transmitindo esperança, empenho e vontade de continuar a lutar pela recuperação económica das empresas. Cerca de 250 empresários, autarcas e entidades nacionais e locais ligadas à atividade económica reuniram-se no dia 17 de novembro, no Centro Cultural e de Congressos das Caldas da Rainha para assinalar quatro décadas de existência desta entidade.

Jorge Barosa, presidente da AIRO, garantiu que vão continuar a trabalhar em prol do tecido empresarial criando riqueza e postos de trabalho mais qualificados e tudo farão para que a “região Oeste fique ainda mais forte”.

No dia 10 de novembro de 1981, onze empresários formalizaram a criação da AIRO no sentido de dar uma resposta aos desafios da competitividade que a Região Oeste e o país enfrentavam. Durante os seus 40 anos, tem contribuído para a criação e cooperação nas instituições de ensino e formação.

Hoje, a associação empresarial “procura dar continuidade a este legado deixado pelos seus fundadores, estando ao lado das empresas do Oeste”.

Nos últimos 10 anos foram criados 653 projetos em mais de 20 concelhos, em que em Caldas Rainha está em 1º lugar com 245, seguido de Alcobaça com 115, Peniche 80, Nazaré 51 e Óbidos 43.

O evento iniciou com a receção com cocktail e momento de networking. No grande auditório do CCC, a seguir às intervenções esteve a convidada especial, a speaker Carla Carvalho Dias, da Visão Integrada, empresa de consultoria operacional que se especializou em reestruturação e reorganização empresarial. De forma emotiva falou do perfil organizacional das empresas portuguesas e ainda deixou alguns conselhos sobre o impacto da experiência no negócio revelando que estamos a caminhar para a “economia do sentimento (feeling economy) onde a inteligência artificial nos vai obrigar a ter mais impacto da experiência no negócio”. Referiu que 85% das empresas acreditam fornecer um serviço de excelência aos seus clientes, mas apenas 8% dos clientes concordam com elas.

“Com pompa e circunstância” decorreu o jantar no palco do grande auditório ao som da música de Júlia Valentim – Trio (voz: Júlia Valentim, guitarra: Fernando Lopes e saxofone: Nuno Mendes).

O violinista Nuno Santos, um músico e aventureiro português, conhecido por tocar violino em alguns dos locais mais remotos e extremos do mundo, também animou a festa. O músico foi um dos elementos que deu o seu testemunho de como a AIRO colaborou na criação do seu projeto.

Houve também algumas intervenções com testemunhos de projetos de sucesso que esta entidade ajudou a concretizar. Foram homenageados vários elementos que fizeram parte dos órgãos sociais da AIRO e distinguidos os associados mais antigos, como a Shaeffler Portugal SA, Promol – Indústria de Velas SA, Jorge & Ramalho, Rações Avenal e Louritex, Lda.

Um momento alto foi ainda a apresentação do novo logotipo da AIRO, criado por um grupo de alunos da ESAD.CR.

Jorge Barosa destacou que associação nos seus 40 anos ajudou a criar riqueza para a região Oeste, estando na fundação do Cencal, ETEO, Expoeste, ESAD.CR e Obitec, bem como instituições externas à região, como a Nerlei), e criticou as respostas do Governo no apoio às empresas e por estas continuarem com “um excessivo de impostos, o que afeta a competitividade e retira-nos valor que se poderia traduzir em investimento”.

“As tributações autónomas que constituem um travão à criação de valor, a lei laboral que estagna as empresas que pretendem evoluir, os combustíveis com peso enorme de impostos, onde o estado arrecada 60% do seu valor, a energia que está em valores fora de controlo, e as taxas e taxinhas que acabam por se traduzir em aumento de impostos”, foram focados pelo responsável.

O presidente da AIRO disse que para competir com outros países é preciso “reverter este sistema fiscal que nos está a estagnar e não viver sempre no medo e na incerteza de que alguma taxa nova está para aparecer, o que limita fortemente a atividade empresarial e afasta possíveis investidores”.

Centro Empresarial da Região Oeste vai albergar a AIRO

Entre os vários projetos para o futuro a AIRO pretende criar “um Centro Empresarial da Região Oeste, que irá albergar a AIRO e o Caldas Empreende (incubadora de empresas), que dará resposta às necessidades dos empresários e empreendedores da região, no apoio à inovação empresarial, criação de redes de networking e parcerias, infraestruturas capacitadas para a investigação e desenvolvimento de novas ideias e produtos, formação à medida, convívio entre o meio empresarial, cooperação e espaço para usufruto dos mesmos.

Pedro Folgado, presidente da OesteCIM – Comunidade Intermunicipal do Oeste, felicitou os 40 anos da AIRO, salientando que “o seu sucesso é também o sucesso do nosso território”.

O dirigente nomeou algumas ações estruturantes como um Oeste mais inteligente e digital e uma região mais verde que cumpra e antecipe as metas de Paris para a neutralidade carbónica, na transição energética para as renováveis. Defende ainda um Oeste mais conectado, com sistemas de mobilidade estratégicos ao serviço das pessoas e da economia.

Para o presidente da Câmara das Caldas, Vitor Marques, o contributo da AIRO para a radiografia da região em termos empresariais, através de realização de barómetros sectoriais, é inequívoco e constitui uma valiosa ferramenta de apoio à decisão em termos de investimento.

Segundo o autarca, “estamos hoje num momento de viragem, no plano das relações económicas e sociais, p que requer o desenvolvimento de parcerias e esforços conjuntos de diversos atores”.

Para Vítor Marques, este dinamismo nas Caldas é uma “oportunidade para criar uma articulação com as autoridades locais, uma plataforma de interação de empresas, profissionais, instituições e representações diplomáticas estrangeiras com vista à promoção dos valores da economia local e sua projeção no panorama interno e externo”.

O presidente da autarquia revelou que está a “fazer esforços para a ampliação e modernização das zonas industriais e empresariais, para o incremento da mobilidade territorial, designadamente no que se refere ao transporte ferroviário para sul e para norte, e para a promoção da saúde na região, que passa pela construção de um novo hospital nas Caldas, que são três condições essenciais para a atratividade da região no plano empresarial e para a atração e fixação de mão-de-obra com diversos graus de qualificação”. 

Plano de Apoio à Recuperação Empresarial do Oeste

Sérgio Félix, secretário-geral, e Isabel Henriques, diretora financeira da AIRO, apresentaram o Plano de Apoio à Recuperação Empresarial do Oeste. Trata-se de um documento de sugestão para recuperação e crescimento do Oeste baseado no levantamento de necessidades junto dos empresários e entidades regionais que ajudaram na construção do plano.

O plano tem várias áreas em que esta associação pretende intervir, contribuindo para uma região mais coesa, sustentável e competitiva. Pretende, entre outras medidas, criar novas empresas e parcerias, gerar ideias, realizar eventos e formações, proporcionar abertura e dinamismo empresarial, prestar serviços variados (apoio técnico, consultoria…), networking, desenvolvimento de produtos, apresentações de produtos de empresas, loja colaborativa, atividades de ID, cowork de serviços e de atividades industriais.

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Vitor Marques, Jorge Barosa e António Salvador

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