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Aventureiros viajaram de bicicleta do Oeste até à Dinamarca

José Ferreira, de 21 anos, natural das Gaeiras, que se aventurou pela Europa de bicicleta, regressou a casa no passado sábado depois de 66 dias em viagem. A partida para a aventura aconteceu a 15 de abril. O objetivo era pedalar mais de três mil quilómetros até Oslo, capital da Noruega, mas a pandemia impediu-o de chegar ao destino. Conseguiu chegar até à Dinamarca e passou por Espanha, França, Bélgica, Holanda, Alemanha, República Checa, Itália, Áustria, Suíça e Mónaco. A experiência fez-lhe perceber o que “importa realmente na vida” e agora que regressou vai dedicar-se à sua empresa Block Experience - Desporto de Natureza e Aventura, em Óbidos.

Passar por diferentes países de bicicleta é uma aventura para poucos. José Ferreira era para viajar sozinho, mas através da divulgação da viagem arranjou companhia para a aventura. Com ele foi o caldense Teófilo Alves de 54 anos, que trabalha em Lisboa (desenhador de estruturas metálicas).

Pedalaram entre 90 a 100 quilómetros por dia – por vezes menos, devido às condições do tempo. Apesar de ter sido uma jornada difícil, relataram ao JORNAL DAS CALDAS “a certeza de que valeu a pena trocar a rotina do dia-a-dia por esta viagem”. “A liberdade, o facto de não ter horários ou prazos a cumprir, e o ter de obedecer apenas ao destino, permitiu viajar por onde apeteceu”, contaram.

O mais difícil foi o frio e a chuva que apanharam mais a norte da Europa. Foram resistentes e não desistiram, passando por várias aventuras e conhecendo pessoas novas. Os ciclistas relataram que perderam a conta ao número de vezes que lhes deram auxílio e lhes abriram as portas de casa e até lhes pagaram dormidas em alojamentos.

Os aventureiros chegaram a pernoitar em casa de alguns apoiantes que até cozinharam para eles.

Ambos levaram as bicicletas equipadas para a viagem. Para dormir levaram uma tenda e saco de cama. Levaram ainda um campingaz para cozinhar. Acamparam durante a noite e iam ao supermercado comprar a comida que cozinharam durante o caminho. Comiam essencialmente arroz, massa, atum, salsichas e bifes de frango.

José Ferreira realizou um dos seus sonhos e está “feliz de não ter deixado escapar a oportunidade”. Durante o percurso não pensou na Covid19, até tentar chegar à Noruega, onde foram impedidos de entrar no ferry, porque “só podiam entrar pessoas que apresentassem uma justificação válida ou fossem trabalhar naquele país”.

Além da chuva e frio “a parte mais difícil da viagem foi a vertente psicológica”. “Acho que aprendi a aceitar a vida como ela é e a levá-la com mais calma, ultrapassando os desafios e obstáculos”, relatou. O físico foi bem superado porque à noite “dava para recuperar “.

Com a aventura fez uma grande reflexão e análise da sua vida. Regressou com uma bagagem cultural muito maior e agora vai aplicar a sua experiência na sua empresa, Block Experience. “Quero oferecer atividades e aventuras inéditas às pessoas, criando roteiros de aventura para grupos”, referiu.

Vai também iniciar um blogue com informação de aventuras na natureza e quer também tirar o mestrado na área de Marketing e Promoção Turística ou Gestão e Sustentabilidade no Turismo.

Já Teófilo Alves diz que a dificuldade que mais sentiu na viagem foi “realmente a chuva que não foi nada agradável”.

Foi para este caldense “uma grande aventura” porque ponderou muito se deveria ir. “Já andava de bicicleta e fazia percursos de 50 quilómetros e só decidi avançar depois de perceber que era a última oportunidade que tinha de fazer uma viagem desta natureza”, declarou. Agora que chegou a casa garante que valeu a pena “pela experiência”. Adorou conhecer países e pessoas diferentes. “Nem pensei na pandemia durante a viagem e estou muito feliz de não ter deixado escapar esta oportunidade”, disse, revelando que vai regressar ao emprego em Lisboa daqui a alguns dias.

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