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“Casa dos Gatos” faz trabalho voluntário diário em colónias de gatos em São Martinho do Porto

São muitas as pessoas que, a título voluntário, percorrem as ruas da vila de São Martinho do Porto, a qualquer hora do dia, para ajudar colónias de gatos errantes. É o caso do projeto de voluntariado “Casa dos Gatos”, dinamizado pelas duas voluntárias, Laura Ribeiro e Ana Feliciano, que todos os dias vão a “becos” […]

São muitas as pessoas que, a título voluntário, percorrem as ruas da vila de São Martinho do Porto, a qualquer hora do dia, para ajudar colónias de gatos errantes. É o caso do projeto de voluntariado “Casa dos Gatos”, dinamizado pelas duas voluntárias, Laura Ribeiro e Ana Feliciano, que todos os dias vão a “becos” onde ninguém vai para ajudar e alimentar mais de cinco colónias de gatos de rua, que “infelizmente não param de se multiplicar se algo não for feito”.

Os gatos são excelentes animais de companhia, mas a partir dos seis meses de vida, estes animais já podem procriar e a falta de esterilização dos que se perdem dos donos e dos chamados “silvestres” ou selvagens começaram a preocupar as duas voluntárias da causa animal de São Martinho do Porto, que neste momento juntamente com outros cidadãos prestam apoio a cinco colónias especialmente preocupantes, duas na zona do cais, outra junto ao quartel dos Bombeiros Voluntários de São Martinho do Porto, outra no Centro de Saúde, sem esquecer a comunidade perto do Parque de Campismo.
“O projeto surgiu em outubro do ano passado, quando em campanha eleitoral apercebi-me das largas dezenas de animais, adultos, juvenis e bebés, alguns a precisarem de cuidados médicos, outros a gritarem por uma família de acolhimento ou adotante na zona do cais”, explicou Ana Feliciano, que começou por limpar, cuidar, resgatar e até alimentar os animais dessa colónia juntamente com a outra voluntária, Laura Ribeiro, que respondeu ao seu apelo. Nessa altura, relembrou a voluntária, “os 14 gatos não tinham qualquer abrigo, nem comida, mas felizmente neste momento já dispõem de um abrigo e das condições básicas de conforto”.
De uma colónia, a causa animal passou a cuidar de mais quatro na vila, não tendo neste momento mãos a medir, pois “todos os dias de manhã desloco-me de propósito para vir alimentar os gatos”, sublinhou a amante dos animais, que mora fora de São Martinho do Porto.
Para a voluntária, “colocar sobras de comida deixadas em caixas de plástico ou taças velhas, algures num recanto, ou mesmo ração, é fácil, e qualquer um pode fazer. Contudo, isso não chega. É preciso fazer algo”.
Nesse sentido, Ana Feliciano marcou diversas reuniões com o atual presidente da Junta de Freguesia de São Martinho do Porto, Nuno Vieira, que se “disponibilizou de imediato para ajudar, dentro das suas possibilidades, dando iniciativa à veterinária municipal para que houvesse esterilização e castração dos gatos das colónias”, no âmbito do programa “Capturar, Esterilizar e Devolver”.
Através desse programa foi possível identificar colónias e começar a exercer controlo de população, primeiramente na zona do cais da vila, e depois as restantes, apesar de que para Ana “esse não é o mundo ideal”. “Para mim, no fim da esterilização deviam ir logo para famílias de acolhimento, mas isso infelizmente não acontece”, relatou.
Além de apelar à esterilização dos animais errantes, visto que “a proliferação desenfreada de animais na via pública pode representar um grave problema de saúde para os animais e para os humanos”, a cuidadora também promove a adoção das crias existentes e dos gatos, que efetivamente são mais dóceis e se adaptam à vida dentro de quatro paredes. “Quando são dóceis faço apelo através das redes sociais, com fotografias e descrições acerca de cada gato, para que sejam adotados”, explicou a cuidadora. Apesar dos sucessivos apelos, os animais de colónia, que têm rotinas no seu habitat, preferem a liberdade, sendo difíceis de apanhar.
Mas a falta de meios financeiros para fazer frente aos custos da causa animal, no que diz respeito à alimentação, acaba por fazer mossa na vida pessoal de quem se esforça para cumprir com a missão. “Inicialmente começámos por ser nós a financiar as rações para dar aos gatos, mas com o tempo temos conseguido algumas doações”, explicou a voluntária, salientando o apoio dado pela Associação de Estudantes da Escola Básica e Secundária de São Martinho do Porto, juntamente com a professora Maria João Cardoso, que fizeram uma campanha de donativos, “de que agradecemos muito e que também já foram gastos”.
Apesar desses donativos, “sentimo-nos cada vez mais impotentes e de corações partidos por não conseguir fazer mais”, recorrendo frequentemente às redes sociais para angariarem ajudas financeiras para fazerem face às despesas, que não abrandam, ou espalham a palavra junto dos seus grupos de amigos e conhecidos para angariar doações para a alimentação dos gatos, que “são sempre precisas”.
Neste momento, a “Casa dos Gatos” tem como ponto de recolha de doações junto à portaria do Parque de Campismo de São Martinho do Porto, caso “alguém queira contribuir para esta causa animal”.
Além de cuidar e alimentar, a “Casa dos Gatos” também procura alertar e estimular um maior envolvimento das pessoas pela causa, pois “os animais errantes aparecem quando menos se espera”, e ainda ensina como atuar ao encontrar um animal que parece perdido e o que fazer se se verificar um atropelamento de um animal na via pública. “Tudo isto são questões que a lei veio impor nos últimos anos, e que são agora mais complexas, têm regras. Não podemos simplesmente tirar um animal da rua, existem protocolos que temos de seguir. Um animal atropelado não pode ser simplesmente resgatado, há que informar logo as autoridades e depois são contactados os serviços camarários. Já para não falar no abandono e nos maus-tratos que agora são crime e puníveis por lei”, afirmou a voluntária, que vai continuar a ajudar, sempre que possível, as colónias de gatos existentes em São Martinho do Porto.
No âmbito desta problemática, a Câmara Municipal de Alcobaça aprovou no início deste ano o prolongamento do protocolo de cooperação entre o Município e o GAPA – Grupo de Amigos dos Peludinhos de Alcobaça, para execução do Programa CED – Captura, Esterilização e Devolução de colónias de gatos no concelho de Alcobaça. Este programa permite a redução do número de gatos silvestres, assilvestrados e vadios bem como eutanásias e mobilização de ações de voluntariado para recolha destes animais, reduzindo os custos deste tipo de ações.
Em 2021 foram intervencionados 340 felídeos de colónias sinalizadas em todas as freguesias, quer por munícipes, quer por juntas de freguesia, sendo que para o ano de 2022 existem cerca de 700 animais já sinalizados para intervencionar.
De acordo com o presidente da Câmara Municipal de Alcobaça, Hermínio Rodrigues “esta medida irá contribuir para a proteção destes animais, assim como para o reforço da saúde pública, diminuindo a população de animais vadios e contribuindo para a sua adoção por parte das famílias do concelho de Alcobaça”.
Esta situação não acontece só no município de Alcobaça, mas também um pouco por todo lado se tem verificado a existência de colónias de gatos assilvestrados descontroladas. Nas Caldas da Rainha, a situação tem sido relativamente bem conduzida pelo canil municipal, que tem levado a cabo “várias campanhas de esterilização, no âmbito da política municipal de bem-estar animal, controlo da população errante e promoção da adoção responsável”.
No caso dos gatos, a solução passou pela “implementação do programa CED em colónias sinalizadas por qualquer munícipe, entidade privada ou pública, em qualquer freguesia do concelho”.
A Câmara das Caldas também tem nos últimos anos vacinado e colocado chips a animais das associações de proteção animal a custo zero.

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