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Centro de recolha animal intermunicipal cedido a duas associações

O CRAI – Centro de Recolha Animal Intermunicipal foi cedido às duas associações de animais do Cadaval e Bombarral, que passaram a dispor, cada uma, de um pavilhão destinado a canil. O complexo, situado no Vale da Palha (Cadaval), tem capacidade para alojar entre 46 a 72 cães por pavilhão, em função do tamanho dos mesmos.

A cerimónia de assinatura dos acordos de cedência à APAC – Associação Protetora dos Animais do Cadaval e à Amigo Fiel – Associação Protetora dos Animais do Bombarral teve lugar no passado dia 29, no âmbito do feriado municipal do Bombarral.

Ana Neves, presidente da APAC, disse ser “um projeto há muito esperado”, relatando terem sido resgatados no Cadaval, desde outubro de 2008, cerca de mil animais, entre cães e gatos, “quase todos adotados, após serem desparasitados, chipados, vacinados e esterilizados”.

Esta responsável afirmou existir “uma situação que temos de resolver a curto prazo e que muito nos tem preocupado, que tem a ver com as inúmeras colónias de gatos”. “Não podemos fechar os olhos à enorme proliferação existente no concelho”, manifestou, apelando que se agilize a construção do gatil.

O presidente da Câmara do Cadaval, José Bernardo Nunes, revelou que as duas naves do CRAI constituem a primeira fase de um projeto que inclui o CRO – Centro de Recolha Oficial, a ser gerido pelos dois municípios, sendo o gatil a terceira fase.

O CRO, já concluído, congregará todos os cuidados de veterinária, tosquia e higienização inerentes ao bem-estar dos animais a acolher nos contíguos pavilhões do CRAI.

No local funcionou anteriormente a lixeira intermunicipal, que era propriedade dos dois concelhos.

“Quando começámos a fazer escavações, encontrámos lixo no sítio onde estavam projetados os edifícios. Não tínhamos nenhum levantamento que indicasse que existia lixo naquele local”, prosseguiu o edil, explicando que, por esse motivo, o projeto viria a ter de ser reformulado.

Para avançar com a construção do gatil terá de ser negociada com os confinantes a cedência de uma parcela de terreno ou então requerer que sejam retirados os eucaliptos. Isto porque, “por causa da lei dos incêndios, as casas têm de ficar a mais de 50 metros da floresta”, esclareceu José Bernardo.

“Esta primeira fase, que incluiu estes primeiros dois pavilhões, esgotos e pavimentos, foi uma obra à volta dos 400 mil euros, para os quais não houve nenhum financiamento. Foi inteiramente paga 50 por cento pela Câmara do Cadaval, 50 por cento pela Câmara do Bombarral”, revelou.

Para a segunda fase houve um financiamento de cem mil euros. A gestão do CRO vai ficar entregue à Associação de Municípios de Bombarral e Cadaval, constituída para o efeito. A entrada em funcionamento está para breve.

Em relação aos montantes de investimento, na primeira fase ascenderam a 381 mil euros, enquanto a segunda fase orçou em 308 mil euros. “Há várias verbas que não estão aqui incluídas, nomeadamente a questão da EDP, que foi paga pelos dois municípios à parte. O valor global não há-de fugir muito dos 800 mil euros, se somarmos as verbas todas”, indicou.

“Temos ambos [os municípios] de trabalhar na sensibilização, para que não se abandonem os animais; essa é que é a primeira área a intervir, e a segunda é que se tentem adotar os que são abandonados”, salientou José Bernardo.

“Temos aqui condições para ter os animais com toda a sua dignidade”, acrescentou.

Ricardo Fernandes, presidente da Câmara do Bombarral, declarou que “este complexo está planeado para que o bem-estar animal prevaleça e se cumpra tudo o que a legislação exige e que é necessário para que os animais tenham todo o conforto”.

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