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“Domar o Fogo” juntou pessoas à volta da cerâmica, cutelaria e gastronomia

A terceira edição do “Domar o Fogo” começou a meio a tarde de 28 de março, com o atear simbólico de uma fogueira e, cerca de três horas depois, foram acesas as brasas comunitárias no espaço exterior do Centro de Artes das Caldas da Rainha.

Organizado pela CENTRA – Associação dos Amigos do Centro de Artes, com o apoio da Câmara Municipal das Caldas da Rainha, este evento marca o início da primavera e um conjunto de ações à volta do fogo, associado à cutelaria, à gastronomia e à cerâmica.

Pedro Ribeiro, presidente desta associação, salientou que este é um evento que envolve dezenas de pessoas e é isso que explica o seu sucesso. “É mágico como as pessoas se envolvem. Acontece tudo de uma forma orgânica e tudo foi crescendo, através de um grupo de amigos que quis pôr mãos à obra”, referiu.

Neste espaço o único fogo que não é domado é aquele que as pessoas têm dentro de si e que acaba por ser mais potenciado. “Há pessoas depois de virem aqui ficam com vontade de morar nas Caldas da Rainha”, comentou Pedro Ribeiro.

O objetivo passa por promover a transmissão e partilha de conhecimento, técnicas, métodos e tradições, mas são os momentos de grande convívio que marcam mais estes encontros.

No primeiro dia foi inaugurada a exposição de cerâmica contemporânea intitulada “Cerâmica XL”, que conta com peças criadas a partir de talhas tradicionais. Um trabalho desenvolvido pelo grupo informal “Convergências”, que fazendo uso das técnicas tradicionais do fabrico de talhas (utensílio histórico que remonta ao neolítico), apresenta dez peças de grande formato que dão corpo à integração do conhecimento tradicional e das técnicas ancestrais na produção plástica contemporânea.

Na tarde de 29 de março foi possível assistir ao trabalho na forja, com os cuteleiros Fábio Santos e Paulo Xande.

Houve também uma demonstração da arte do sopro do vidro, pelas mãos do artista e investigador Robert Willey, e de raku por Miguel Neto. O ceramista Vitor Reis criou um forno de papel.

O evento reuniu também as associações locais Doca, Armazém Zero, Lombo do Ferreiro e Colectivo19, para dar a conhecer os artesãos numa mostra do fazer artesanal.

Juntou-se a tudo isto a gastronomia ao lume, com iguarias a fumegar, saídas do forno comunitário, pelas mãos de Paulo Santos (Forno do Beco), Ruben Ferreira e Archil Shinjikashvili (Geo Wine & Supra. Desta vez também o Restaurante Maratona apresentou alguns petiscos.

Do evento fizeram ainda parte dois concertos, com Paulo Vicente, que apresentou o álbum “O martelo dança e canta antes de se levantar”, e o acordeonista Victor Pastor. Participaram ainda os Djs 27 Pablo, Torso e João Paulo Feliciano.

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