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Encontro de autarcas com ministra pressiona construção de novo hospital

A ministra da Saúde, Marta Temido, no encontro que teve no passado dia 11 com uma comitiva de autarcas caldenses, encabeçada por Vitor Marques, presidente da Câmara Municipal das Caldas da Rainha, reconheceu a necessidade de construir um novo hospital do Oeste e assegurou a intenção do governo em dar início à sua construção, defendendo, contudo, que é importante aguardar pelo estudo que a Comunidade Intermunicipal do Oeste tem em curso para tomar qualquer posição acerca da localização.

A ministra da Saúde, Marta Temido, no encontro que teve no passado dia 11 com uma comitiva de autarcas caldenses, encabeçada por Vitor Marques, presidente da Câmara Municipal das Caldas da Rainha, reconheceu a necessidade de construir um novo hospital do Oeste e assegurou a intenção do governo em dar início à sua construção, defendendo, contudo, que é importante aguardar pelo estudo que a Comunidade Intermunicipal do Oeste tem em curso para tomar qualquer posição acerca da localização.

Sobre a localização do novo hospital para a região Oeste foi sublinhado pelos autarcas que Caldas da Rainha “detém todas as condições para acolher esta infraestrutura, desde logo pela centralidade e pelas condições que a cidade tem para receber e fixar os profissionais de saúde (médicos e enfermeiros) que venham a ser contratados”.

“A opção pelas Caldas estenderia ainda a área de abrangência a praticamente toda a região Oeste (Torres Vedras, Mafra, Cadaval, Lourinhã, Bombarral  Óbidos, Peniche, Caldas, Nazaré e Alcobaça) e até a outros concelhos, como Rio Maior”, sustentaram.

Por outro lado, se a localização for a sul das Caldas, “a abrangência territorial far-se-á sobretudo numa região com maior oferta, dada a proximidade do hospital de Loures, deixando a região a norte, nomeadamente Caldas da Rainha, numa situação comparativamente desfavorável”, alertaram.

Entre os aspetos a considerar no Quadro Comunitário 2030 para localizar o hospital nas Caldas da Rainha foi apontada a proximidade à Linha do Oeste, com “várias vantagens de utilização do comboio, como o facto de ser um meio de transporte mais sustentável”.

Foi também manifestado a Marta Temido que a atual situação – três hospitais e três serviços de urgência na região – “resulta num efeito desagregador, que compromete a qualidade do serviço prestado”.

“Sendo Caldas o polo que, por razões geográficas, mais necessita duma urgência médico-cirúrgica corretamente dimensionada, a melhor solução para os cuidados hospitalares seria a conjugação de um único hospital (nas Caldas da Rainha), complementado com clínicas de ambulatório noutros locais, por exemplo, Nazaré, Peniche e Torres Vedras”, descreveu a comitiva.

“A ausência de um hospital que resolva integralmente as necessidades do Oeste aumenta a desertificação das freguesias do interior que também se confrontam com dificuldades ao nível da prestação de cuidados primários de saúde, como é o caso da freguesia do Landal, que se encontra sem médico de família”, manifestou.

Ministra aponta investimentos

Vitor Marques foi acompanhado nesta reunião pela vereadora Conceição Henriques, pelo vereador socialista Luís Patacho, pelo líder do movimento independente Vamos Mudar na Assembleia Municipal, António Curado e pelos deputados municipais do PSD, Filomena Gonçalves e Pedro Marques.

Para além da ministra estavam presentes a presidente do Conselho de Administração do Centro Hospitalar do Oeste (CHO), Elsa Baião, e o presidente do Conselho Diretivo da Administração Regional de Saúde de Lisboa e Vale do Tejo (ARSLVT), Luís Pisco.

Foi manifestado um conjunto de preocupações referentes ao estado da saúde no concelho, sendo a situação no Hospital das Caldas da Rainha o principal ponto da agenda.

No que se refere à atual cobertura de cuidados hospitalares no concelho, foi apontado pela comitiva que “é visivelmente insuficiente, como comprova o protesto espontâneo que se gerou à porta do serviço de urgência, envolvendo enfermeiros e utentes, e de que a comunicação social deu nota”.

O hospital “tem graves insuficiências de resposta, designadamente nos serviços de laboratório de anatomia patológica, obstetrícia e neonatologia, diabetes, cirurgia ambulatória e cuidados intensivos”, indicaram os autarcas.

Em relação às urgências, descreveram que por estarem por vezes encerradas “por algumas horas ou dias, por falta de recursos humanos, nomeadamente médicos especializados em cirurgia geral”, o Centro Orientador de Doentes Urgentes “encaminha as ambulâncias para outras localidades e fazem muitos mais quilómetros”.

Focaram também a necessidade da farmácia hospitalar. “Não existem neste momento instalações adequada. Os custos da preparação ser realizada em Lisboa, bem com os custos inerentes ao transporte dos utentes para serem realizados tratamentos são superiores ao valor que poderá ser utilizado para a melhoria das condições das instalações”, frisaram.

Perante a situação descrita, a governante contrapôs com os investimentos que vêm sendo feitos no hospital das Caldas em dotação de enfermeiros mas também na requalificação do serviço de urgência, cuja conclusão está para breve.

A administradora do CHO reconheceu que existem dificuldades financeiras e técnicas, e deu nota da existência de um plano diretor para o crescimento do CHO, cuja concretização, porém, não pode ser garantida no curto prazo.

O responsável pela ARSLVT referiu que a saída de 154 médicos da região de Lisboa e Vale do Tejo contribuiu para os problemas sentidos nas unidades hospitalares.

Neste encontro com a tutela, os responsáveis autárquicos falaram também do trabalho que está a ser realizado para a reativação do Hospital Termal.

Sobre os centros de saúde, foi referida as situações do Landal que “não tem atualmente médico” e de A-dos-Francos e Santa Catarina, que “estão em 40%”.

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