Trabalhadores das pedreiras, minas e lavarias, nos Passos Perdidos da Assembleia da República, dirigem-se às galerias, para assistir à discussão da sua petição e Projetos de Lei que, se aprovados, terão impacto positivo nas suas reformas
“O Palácio de Cidadãos” foi filmado durante um ano na Assembleia da República e mostra de forma inédita o trabalho parlamentar, contando uma história pulsante, mas invisível: como o povo tenta fazer avançar a História através do Parlamento.
Foca-se em temas como os direitos à habitação, à saúde e ao trabalho, dando a conhecer o funcionamento de uma instituição que impacta diretamente na vida dos portugueses.
O realizador Rui Pires dá a ver de forma inédita como cidadãos constroem uma sociedade a partir do interior de um parlamento, possibilitando uma reflexão, muitas vezes contraditória e complexa, sobre a essência da democracia.
“Filmei um ano na vida da Assembleia da República, testemunhando como cidadãos tornados deputados transformam as expectativas dos outros em leis. Decidi observar e mostrar os seus desafios, conquistas e frustrações. Como defendem ideais políticos abstratos e os confrontam com os problemas concretos e os anseios legítimos dos outros cidadãos. Não é difícil constatar o nosso desconhecimento sobre este processo. Será que temos uma ideia clara de como funciona a democracia representativa? Será que a distância entre os cidadãos e as instituições políticas é uma consequência deste desconhecimento?”, questiona o realizador.
O filme estreia na véspera dos 51 anos da Revolução dos Cravos de 1974 e dos 50 anos das primeiras eleições livres após a ditadura, as mais participadas de sempre, quando se votou para eleger as deputadas e os deputados da Assembleia Constituinte, responsáveis por elaborar a Constituição da República Portuguesa.
Este documentário resulta de uma coprodução entre a Terratreme Filmes e a Monomito Argumentistas.