De acordo com Hugo Oliveira, o serviço de cirurgia mamária, encerrado durante um dos Governos liderados pelo Partido Socialista, vai regressar ao hospital. “Havia uma mágoa grande pelo encerramento deste serviço, principalmente depois de tanto investimento ter sido feito. Durante a campanha das últimas eleições legislativas, comprometi-me a tentar pressionar o Governo para que esta situação fosse revertida. Não sei se foi resultado direto da minha pressão, mas estou muito satisfeito por ver o serviço de volta, pela importância que tem, nomeadamente para os utentes que assim deixam de ter de se deslocar a outros hospitais”, afirmou.
O deputado sublinhou que a reabertura deste serviço reflete uma preocupação central da comunidade para a preservação e melhoria dos serviços de saúde no concelho. “Isto era uma preocupação das pessoas, porque perder mais um serviço tão importante como este seria grave. Estou muito contente com esta novidade, que considero fundamental não só para o hospital, mas para toda a região”, reforçou.
Quando questionado sobre a data concreta para a retoma das cirurgias, o deputado esclareceu que essa informação só poderá ser fornecida pela administradora da ULSO e pela diretora do serviço de cirurgia. “A minha parte é política, o meu papel era garantir que o serviço voltasse a funcionar e isso está agora garantido”, afirmou.
“A reativação do serviço representa, assim, um passo significativo na valorização do Hospital das Caldas, reforçando o seu papel na prestação de cuidados de saúde especializados à população”, adiantou.
Recorde-se que a atividade cirúrgica no âmbito da neoplasia da mama foi suspensa em abril deste ano, por determinação da Direção Executiva do Serviço Nacional de Saúde (SNS). A decisão gerou uma onda de contestação liderada pela diretora do serviço de cirurgia, Ágata Ferreira, pelos médicos e pelo executivo municipal das Caldas da Rainha.
Em resposta ao JORNAL DAS CALDAS sobre as declarações do deputado sobe o serviço de cirurgia ao cancro da mama voltar ao Hospital das Caldas, a presidente do Conselho de Administração da ULSO, Elsa Baião, afirmou que a “ULSO está atualmente a aguardar informações da tutela sobre este assunto”.