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Isabel Pereira Rosa apresentou “Foz – Uma história da pandemia”

Decorreu na Biblioteca Municipal do Cadaval a apresentação do nono livro de Isabel Pereira Rosa – escritora e antiga professora natural da Tojeira (Vilar, Cadaval) – intitulado “Foz: uma história da pandemia” (Astrolábio Edições). A iniciativa integrou-se na Primavera de Livros, evento de incentivo à leitura a acontecer no Cadaval entre abril e maio.

Decorreu na Biblioteca Municipal do Cadaval a apresentação do nono livro de Isabel Pereira Rosa – escritora e antiga professora natural da Tojeira (Vilar, Cadaval) – intitulado “Foz: uma história da pandemia” (Astrolábio Edições). A iniciativa integrou-se na Primavera de Livros, evento de incentivo à leitura a acontecer no Cadaval entre abril e maio.

A apresentação do mais recente trabalho da escritora cadavalense aconteceu no passado dia 9, tendo contado com a presença e intervenção dos pneumologistas Paula Cravo e António Meleiro.
Paula Cravo começou por destacar o empenho na pesquisa científica levada a cabo por Isabel Pereira Rosa, para a construção deste seu romance.
“A Isabel conseguiu colocar os termos científicos de uma forma muito clara e transparente, o que se traduziu numa linguagem muito acessível”, indicou a médica.
“O narrador é o João, que foi vítima da pandemia Covid-19 e foi ventilado. Durante o tempo que está sedado e curarizado (coma induzido), ele consegue lembrar-se de todo o passado, e vai aos tempos remotos da sua infância, aos tempos passados com o avô na Foz, e todas as vivências são relacionadas com a Foz do Arelho, nomeadamente o lugar dos barcos”, relatou Paula Cravo.
António Meleiro, por seu turno, salientou a importância da relação médico/doente. “Não só na Covid, mas em todas as patologias, uma boa relação entre médico e doente é meio caminho andado para a confiança, para o cumprimento terapêutico, para o à-vontade de pôr dúvidas e para o sucesso daquilo que se pretende”, manifestou o pneumologista.
“O que eu mais gostei neste livro foi, de facto, da revisita que o João faz desde a infância até à atualidade. E eu já li e reli o livro, e gosto imenso de o fazer. O João poderia ser eu, pois somos do mesmo grupo etário e eu também valorizo muito as minhas recordações de infância. Ele na Foz, eu quando ia de férias para casa dos meus avós paternos, em Melgaço”, afirmou António Meleiro.
Isabel Pereira Rosa revelou que esta apresentação do seu nono livro aconteceu 24 anos depois de ter apresentado o seu primeiro trabalho literário nas antigas instalações da biblioteca cadavalense.
“Poderão interrogar-se porque é que este livro é dedicado à Foz do Arelho”, começou por dizer a escritora. “Há cerca de seis anos comecei a ter graves problemas respiratórios, pelo que me foi recomendado ir viver para mais perto do mar. De certa forma, a Foz salvou-me. Por outro lado, ao sair de um sítio tão belo, não poderia ir para um sítio que não fosse também muito belo, embora de uma beleza diferente. E eu costumo dizer que agora me divido entre a serra e o mar (lagoa), assinalou.
A autora declarou ainda que viu, neste livro, uma forma de agradecer à Foz, pelo bom acolhimento e por lhe ter permitido continuar a viver.
No final do encontro no Cadaval, a escritora avançou ter já outro romance pronto, com saída apontada para o final do ano.
Isabel Pereira Rosa nasceu em 1954, na aldeia da Tojeira, situada ao pé da Serra de Montejunto, mas reside atualmente na Foz do Arelho.
Licenciou-se em Línguas e Literaturas Modernas, na Faculdade de Letras da Universidade Clássica de Lisboa, e especializou-se em Ciências de Educação, na Área de Educação Especial, na Faculdade de Psicologia e Ciências de Educação de Lisboa.
Trabalhou em importação/exportação, traduziu livros e foi professora de língua portuguesa, de inglês e de ensino especial, em várias escolas do país.
Em 1998, publicou o livro de ficção “Folhas Soltas”, numa edição SOL XXI, e em 2000, o livro infantil “O Tesouro da Serra de Montejunto, edição da LeaderOeste.
Seguiu-se, em 2003, “Sozinho (s)em Casa”, publicação também infantil, edição da Câmara Municipal do Cadaval, e em 2009, “Memórias de uma Professora”, pela Chiado Editora.
Em 2011, edita o romance “A Substância do Tempo”, também pela Chiado Editora, prosseguindo, em 2014, com “Diário da minha Loucura”, pela Lua de Marfim.
Em 2015, edita “Uma pedra contra o peito”, pela Althum.com, e, em 2019, chega “Parkinson, meu amor”, a cargo da editora Textiverso. Publicou ainda vários contos e poemas, em boletins, revistas literárias e antologias.
Em 1987, recebeu o 1.º prémio do Concurso Literário Biblioteca da Nazaré, com o conto “Norte”; em 2009, recebeu uma menção honrosa, com o conto “Idade não é Velhice”, nos VII Jogos Florais de Avis, e, em 2019, foi-lhe atribuída uma menção honrosa pela “Ode a Póvoa de Varzim”, no concurso Literário Fundação Dr. Luís Rainha Correntes d’Escritas.

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