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Mestre Ferreira da Silva homenageado em almoço pedagógico

Depois ser homenageado o artista caldense José Malhoa, a pintora Josefa de Óbidos e o escritor Raul Proença chegou a vez do Mestre Ferreira da Silva, que dá nome ao restaurante pedagógico da Escola de Hotelaria e Turismo do Oeste, nas Caldas da Rainha, onde decorreu o penúltimo almoço pedagógico inserido no projeto "Arte e Cultura à mesa".

Todo o serviço e pratos foram inspirados na vida e obra de Ferreira Silva. Para começar foi servido um “capiporto”, aperitivo inspirado na cidade onde nasceu o artista, e ainda uma água aromatizada, como opção sem álcool, de forma a representar as águas termais da região, onde Ferreira da Silva teve uma grande ligação, sendo uma das suas principais obras nas Caldas da Rainha o Jardim de Água.

Os pratos idealizados e confecionados pelos alunos do terceiro ano do curso Técnicas de Cozinha e Pastelaria foram servidos em loiça personalizada e produzida por vários ceramistas da região.

Como entrada foi servida sopa de couve-flor e aipo, com corante natural de couve roxa que lhe deu uma cor caraterística, num prato criado pelo ceramista Francisco Correia, que possui um ateliê nas Caldas da Rainha há 11 anos.

De seguida foi servida uma moqueca de lagostim, numa peça produzida por Miguel Neto, que chegou a “privar com o mestre Ferreira da Silva no Cencal”. De acordo com o ceramista do atelier 19B, em Caldas da Rainha, “ele permitiu-nos adquirir a liberdade criativa dentro desta profissão”, transmitindo isso na elaboração das suas peças.

Igualmente defendeu que “a liberdade de deixar uma parte do prato sem ser vidrado é muito importante para deixar a matéria-prima à vista, porque normalmente é sempre algo escondido”. Para acompanhar o prato foi servida uma taça com cuscuz, idealizada pelo mesmo ceramista, que destacou mais uma vez “a liberdade de não fazer uma taça redonda”.

Posteriormente, como prato de carne, foi servido um carré de borrego com crosta de ervas e espargos, acompanhado com puré de batata-doce, num prato criado pela caldense Paula Violante, também ceramista do atelier 19B, onde tentou “juntar os trabalhos feitos ultimamente, os sorrisos, com as linhas e as cores que o mestre Ferreira da Silva usava, pois isso sempre me fascinou”.

Para terminar, a sobremesa apresentada foi um crème brûlée, servido numa taça criada pela ceramista Sílvia Jácome, com ateliê em Salir de Matos. Na peça era visível o desenho da flor da baunilha, ingrediente utilizado na confeção do mesmo prato, sendo esta “uma forma de homenagear o mestre através das cores utilizadas nas suas peças”. Criou ainda a colher e o copo de café usados no serviço.

A acompanhar a sobremesa, os alunos de Técnicas de Serviço de Restauração e Bebidas recriaram o crème brûlée em forma de bebida, com rum, licor de ovo e natas aromatizadas com baunilha, e ainda serviram um Espumante Rosé da Bairrada e um vinho tinto Quinta da Garrida Reserva 2012.

No almoço estiveram os vereadores da Câmara Municipal de Caldas da Rainha, Conceição Pereira e Luís Patacho, a diretora do Cencal, Ana Bica, a diretora da Associação Património Histórico, Isabel Xavier, entre outros convidados.

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