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Associação Portuguesa de Seguradores

“Os seguros existem para tornar a vida mais fácil”

Galamba de Oliveira é presidente da Associação Portuguesa de Seguradores (APS), constituída para defesa e promoção dos interesses das empresas de seguros e resseguros. O conjunto dos associados da APS representa atualmente mais de 99% do mercado segurador, quer em volume de negócios, quer em efetivos totais empregados.

Associação Portuguesa de Seguradores

Galamba de Oliveira é presidente da Associação Portuguesa de Seguradores (APS), constituída para defesa e promoção dos interesses das empresas de seguros e resseguros. O conjunto dos associados da APS representa atualmente mais de 99% do mercado segurador, quer em volume de negócios, quer em efetivos totais empregados.

Jornal das Caldas – Um dos objetivos da APS é “defender o prestígio da atividade seguradora”. Qual é perceção que a APS tem sobre o que pensa o público sobre este setor?

Galamba de Oliveira – Segundo os resultados do estudo European Customer Satisfaction Index (ECSI – Portugal 2020), num período de adversidade, o setor segurador continuou a liderar o ranking do Índice de Satisfação do Cliente no segmento financeiro. A APS entende que este resultado é o reflexo de um trabalho de aproximação aos clientes que tem sido desenvolvido pelas seguradoras, no sentido de compreender quais as suas necessidades e como os podem apoiar, e que é cada vez mais reconhecido e valorizado pelo público.

A APS acredita que, cada vez mais, as pessoas estão a compreender que os seguros existem para, nos momentos mais difíceis, lhes tornar a vida mais fácil ou menos complicada, tornando o setor cada vez mais relevante e importante para a sociedade civil.

Jornal das Caldas – Que desafios se colocam à APS e, nomeadamente aos associados, perante a necessidade de acompanhar a modernização da sociedade e as exigências do público?

Galamba de Oliveira – O setor tem evidenciado uma capacidade de resposta muito positiva à evolução e transformação da sociedade, encontrando novas soluções para os seus clientes, adaptadas à suas necessidades, e apoiando os seus fornecedores e prestadores de serviços mais diretos.

É hoje, por exemplo, um setor muito melhor preparado do ponto de vista da sua capacidade de adaptação à transformação digital oferecendo serviços inovadores aos seus clientes, como a telemedicina ou as peritagens à distância.

Os ciber riscos e a resiliência cibernética das empresas é outro desafio de enorme envergadura, também na dupla perspetiva em que as empresas de seguros têm de garantir a sua própria segurança contra os riscos cibernéticos, mas são também tomadoras de riscos nesta área.

Posicionar o setor segurador como um parceiro incontornável das políticas públicas, seja na área da saúde, da reforma por velhice ou nos riscos catastróficos e nas alterações climáticas é outro desafio fundamental, a bem da nossa sociedade de bem-estar e se quisermos ter o país mais bem preparado para enfrentar todas as dificuldades a que temos assistido nos últimos tempos.

Aumentar o grau de penetração do seguro e tornar este ainda mais relevante na vida das pessoas é fundamental, e é também um indicador do grau de desenvolvimento das sociedades.

Jornal das Caldas – A pandemia de Covid-19 teve reflexos no panorama do mercado segurador em 2020, como foi reconhecido no v/relatório publicado em maio deste ano. Chegando ao final de 2021, mantém-se a mesma situação ou nota-se um crescimento nos segmentos Vida e Não Vida? Que alterações viveu o setor?

Galamba de Oliveira – O segmento Não Vida registou, até setembro de 2021, um aumento da produção (+4,4%). Já no segmento Vida, a produção observada, até ao final de setembro, regista uma subida muito substancial face a 2020 (+77,5%).

Desde o início da pandemia que as empresas de seguros se posicionaram junto das famílias e das organizações, com o objetivo de encontrar novas soluções para novos problemas, decorrentes do ambiente disruptivo criado pela crise pandémica.

Muito antes do decreto-lei que veio prever as moratórias, o setor começou logo a dar respostas à medida das necessidades das pessoas, revendo apólices, reduzindo ou fracionando prémios. As seguradoras de saúde colocaram consultas de medicina online à disposição dos seus clientes (e até não clientes), assumiram o pagamento dos testes Covid, e com os confinamentos, os seguros de habitação e a importância das coberturas de assistência, para resolver problemas que vão surgindo no dia a dia, também passaram a ser mais valorizadas.

A pandemia e os eventos de natureza catastrófica, em geral, acabam por gerar nas pessoas uma maior consciência sobre a importância dos seguros e isso é muito importante.

Jornal das Caldas – O número de companhias, de empregados e de mediadores diminuiu?

Galamba de Oliveira – De acordo com os últimos dados conhecidos da APS, o número de companhias passou de 71 para 66, de 2019 para 2020.

O setor segurador em Portugal registou, em 2020, um total de 10.122 colaboradores (versus 10.150, em 2019).

Relativamente ao número de mediadores, em 2019, eram 16.763, e em 2020, passaram a ser 15.831.

Jornal das Caldas – E há mais ou menos consumidores? O incumprimento dos clientes aumentou?

Galamba de Oliveira – A APS tem conhecimento que os contratos em moratória foram muitos, mas à medida que se foram vencendo os prazos de pagamento dos prémios, os clientes foram pagando, não havendo registo de problemas de cobrança de apólices ou de anuidades relacionadas com os seguros.

Jornal das Caldas – Quais são os produtos mais procurados e os que sofreram com a pandemia?

Galamba de Oliveira – Em 2020, houve um crescimento dos seguros de saúde, quer ao nível do volume de prémios (+8,3%, para cerca de 950 milhões de euros), quer no número de pessoas seguras (+4,4%, para 3,3 milhões).

O ramo de saúde tem crescido ao longo da última década, mesmo em tempos de crise. Por isso, mesmo durante a pandemia, foi o único ramo que não registou nenhuma quebra de produção. Contudo, foi o mesmo ramo que, durante os três primeiros trimestres de 2021, testemunhou uma evolução muito desfavorável nos custos com sinistros (+16%), não só pela normalização da atividade, mas também pelo retomar de consultas e exames adiados por força da pandemia, e pelo acréscimo de custos decorrentes de uma deteção menos precoce de certas patologias.

Jornal das Caldas – Para além dos produtos convencionais, há margem para o aparecimento de novos serviços para os consumidores? E no que respeita a seguros Covid? Houve muitos a fazê-los?

Galamba de Oliveira – O setor adotou uma utilização mais massiva de novas tecnologias e formas de contacto com os consumidores, através de apps, internet e telefone. Foram planos cuja implementação foi acelerada pela pandemia. Atualmente, a oferta é diferente e até mais adequada a necessidades novas e específicas.

O setor continuará a acompanhar a evolução e transformação da sociedade, dando respostas às novas necessidades e exigências dos seus consumidores.

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