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Queixa sobre a mudança de estratégia do Caldas Street Food 

Maria João Botas, fundadora e mentora do Caldas Street Food Fest, mostrou o seu desagrado com o executivo da Câmara, que cancelou o evento que ela organiza desde 2015 em parceria com a autarquia. O Município resolveu avançar com o Caldas Food Festival.

Maria João Botas, fundadora e mentora do Caldas Street Food Fest, mostrou o seu desagrado com o executivo da Câmara, que cancelou o evento que ela organiza desde 2015 em parceria com a autarquia. O Município resolveu avançar com o Caldas Food Festival.

Em reunião de Câmara, Maria João queixou-se da falta de comunicação, depois de enviados diversos mails e tentativas de contactos para voltar a realizar o Caldas Street em dezembro deste ano, revelando que “só ao fim de seis meses” obteve a informação de que a autarquia já tinha outro projeto para substituir o que estava a ser realizado.

No início deste ano, depois do evento de 2021 ter sido cancelado devido às orientações da Delegação de Saúde das Caldas da Rainha devido à pandemia, Maria João falou com Vitor Marques para remarcar o evento para fevereiro, de forma a “compensar todo o investimento que tinham tido, principalmente numa fase tão delicada de pós-pandemia”. Mas lamenta que a remarcação “nunca chegou a acontecer” e que a partir daí, só obteve resposta ao e-mail enviado a pedir reunião, em março.

Reuniu a 19 de abril com o secretário de apoio à presidência e vereação, Fábio Santos, e segundo a mentora do Caldas Street Food, chegaram a “falar numa versão para o verão e ficou garantido que no natal seria para avançar com certeza”. O contacto que tinha ficado combinado por parte deste representante da câmara “não chegou e, apesar de várias tentativas” Maria João diz que nos meses seguintes não conseguiu falar com ninguém para obter respostas.

“Estive desde janeiro a tentar reagendar o evento e a 21 de outubro consegui finalmente contatar o presidente via WhatsApp, e a 26 de outubro, numa reunião com o departamento de eventos é “informada que a câmara já tem outro projeto para substituir o que estava a ser realizado desde 2015” e que se pretender estar em parceria “as inscrições e o pagamento das mesmas passam a ser através da Câmara, sendo o valor solicitado 1,5 euros por m2 (terrado)”. Foi-lhe ainda dito que deveria ter sido apresentado um projeto para poder realizar o Caldas Street Food Fest, o qual nunca lhe foi solicitado antes.

Maria João alega que o evento “sempre teve bons resultados, com custos muito baixos para a Câmara das Caldas”, apontando que a seleção dos foodtrucks “tem sido sempre muito criteriosa para manter o nível de qualidade, higiene, imagem e conceito”, pelo que “todo o conceito que não siga esta linha, deixa de fazer sentido e é estar a destruir uma imagem de qualidade”.

A fundadora deste evento nas Caldas garante que “o Município nunca despendeu qualquer verba relativamente aos serviços por nós prestados para o Caldas Street Food”.

PSD discorda da Câmara

O vereador do PSD, Hugo Oliveira, considera “incorreta” a forma como a autarquia lidou com esta organização porque “sendo um adiamento em 2021, não se pode mudar as regras a meio e excluir a pessoa que está a organizar”.

Hugo Oliveira referiu ainda que “os contactos foram feitos com o dr. Fábio Santos e o que eu sei é que tem uma avença com a autarquia e não pode legalmente representar a Câmara”.

Primeira edição do Caldas Food Festival

Em declarações ao JORNAL DAS CALDAS, o presidente da Câmara disse que o Município optou por assumir este ano a organização do Caldas Food Festival, que vai ter lugar de 2 a 4 de dezembro, na Avenida 1º de Maio, com um “formato diferente em relação aos anos anteriores”.

Vitor Marques admite que houve “uma falha de tempo na comunicação”, mas que tinham já projetado o evento desta forma, revelando que estão “disponíveis para contar com Maria João Botas enquanto expositora ou com outra proposta que possa fazer”. “Nada nos move contra ninguém, o que queremos é o melhor para as Caldas”, relatou.  

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