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Secretária de Estado da Cultura inaugurou “Casulos” no Museu Malhoa

O Museu José Malhoa, em Caldas da Rainha, consta da lista dos museus que vão receber intervenções ao abrigo da componente Cultura do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR), confirmou a secretária de Estado Adjunta e do Património Cultural, Ângela Ferreira.

“O Mosteiro da Batalha e o Mosteiro de Alcobaça também constam da lista de 49 museus, teatros e monumentos que vão receber obras de requalificação, num investimento de 150 milhões de euros”, adiantou a secretária de Estado, que não pode ainda revelar a verba disponível para o Museu José Malhoa.

“A intervenção será no edificado e no próprio Parque D. Carlos I”, adiantou a governante, que presidiu à inauguração da exposição “Casulos. José Malhoa, Dado e Carolein Smit” no museu caldense.

“Na visão do governo, a cultura faz parte desta dimensão estrutural para o futuro de Portugal. Por isso o PRR apresentado à Comissão Europeia compreende uma componente exclusivamente dedicada à cultura com o valor global de 243 milhões de euros, focada na promoção da transição digital das redes culturais e na valorização, salvaguarda e dinamização do património cultural”, referiu a governante.

É com duas exposições e três residências artística que o programa Casulos vai decorrer durante este ano e o primeiro trimestre de 2022, nos municípios das Caldas da Rainha e Figueiró dos Vinhos.

O programa arrancou com a exposição no museu caldense, que estará patente até 9 de janeiro de 2022, e assume-se como o local de encontro entre as obras mais “solares” de Malhoa e as obras de Dado e Carolein Smit, selecionadas a partir da Coleção Treger/Saint Silvestre.

Antes da inauguração da mostra decorreu uma cerimónia de apresentação do Projeto Casulos, que é o resultado de um desafio lançado pelo IPDJ – Instituto Português do Desporto e Juventude à Direção Regional de Cultura do Centro (DRC do Centro), no âmbito do projeto “Teatro da Pessoa – Partilha e Intervenção Cultural”, apresentado por Ana Sequeira ao Orçamento Participativo Jovem de 2018.

Ana Sequeira concorreu ao Orçamento Participativo Jovem, a nível nacional, com o projeto Teatro da Pessoa, Partilha e Intervenção Cultural. A proposta da jovem contemplava a aquisição de equipamento técnico no valor de 100 mil euros, de forma a readaptar um espaço já existente nas Caldas da Rainha com a finalidade de cumprir objetivos a nível cultural e social, para servir toda a comunidade local.

Quanto à mudança do projeto original vencedor do Orçamento Participativo 2018, que era para adquirir equipamento para o grupo teatral, a secretária de Estado explicou que as “propostas quando são apresentadas num orçamento participativo pelos proponentes têm uma ideia concetual e muitas vezes até aqueles que propõem têm alguma dificuldade em implementar o projeto que imaginaram”.

Segundo a secretária de Estado, o que é importante é que a “ideia de Ana Sequeira, que foi uma das mais votadas no Orçamento Participativo Jovem 2018, “tomou forma e está acessível a todos os munícipes das Caldas e de Figueiró dos Vinhos, mas acima de tudo aos que quiserem visitar o Museu José Malhoa”.

A diretora Regional de Cultura do Centro, Suzana Menezes, explicou que o projeto “Casulos” vem propor um conjunto de dinâmicas culturais que pretendem “estimular o acesso e o envolvimento afetivo, intelectual e físico a diversas expressões artísticas, sobretudo por parte de populações carenciadas e dos não-públicos da cultura, provocando diálogos, reações e relações onde habitualmente há apenas silêncio e afastamento”.

A responsável disse que o ponto de partida deste projeto é a exposição inaugurada, que coloca, “num mesmo casulo artístico, em diálogo e confronto, três mundos aparentemente inconciliáveis, o de José Malhoa, o de Dado e o de Carolein Smit: o sonho por oposição ao pesadelo; a luz por oposição às trevas; a esperança por oposição ao desespero”.

Com a curadoria de António Saint Silvestre, esta exposição resulta de uma parceria estabelecida com o Município de S. João da Madeira e o Centro de Arte da Oliva, através da cedência de obras da coleção Coleção Treger Saint Silvestre, uma das “maiores e mais relevantes coleções de arte bruta no mundo”.

Segundo Suzana Menezes, o projeto convocará um conjunto de públicos muito específico e de parcerias, nomeadamente, com a Câmara Municipal das Caldas da Rainha, União de Freguesias Nossa Sra. do Pópulo, Coto e São Gregório, União de Freguesias Santo Onofre e Serra do Bouro, Câmara Municipal de Figueiró dos Vinhos, Santa Casa da Misericórdia das Caldas da Rainha e Escola Superior de Arte e Design das Caldas da Rainha, entre outras.

António Saint Silvestre falou das obras de cerâmica da exposição da autoria de Carolein Smit, uma artista holandesa. “Ela começou a trabalhar tinha 12 anos e isso é uma ligação entre estes três artistas, uma vez que Dado (Miodrag Djuric) começou aos 14 anos e também José Malhoa iniciou aos 14 anos”, explicou o curador.

O curador da exposição destacou este projeto como forma de atrair o público ao museu. “Os portugueses são adversos à arte e não percebem que é o motor económico”, apontou António Saint Silvestre, que faz coleção de caranguejos de cerâmica e que considera que os do ceramista das Caldas Francisco Manuel de Oliveira Mendes, de 83 anos, conhecido pela alcunha de Lica, “são melhores que os de Bordalo”.

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