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Secretária de Estado no centenário dos bombeiros do Cadaval

A secretária de Estado da Administração Interna, Patrícia Gaspar, presidiu à cerimónia comemorativa dos 100 anos da Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários do Cadaval, realizada na passada sexta-feira. Devido à situação de pandemia, as celebrações tiveram um grupo restrito de convidados, mas as iniciativas festivas vão estender-se até 21 de maio de 2022.

Um dos grandes momentos foi o lançamento de um livro com a história da associação humanitária e a sua importante missão de socorro mas também o papel desempenhado no plano desportivo e cultural, na divulgação do teatro e cinema no concelho, com a manutenção da sala cine-auditório Valentina de Abreu.

A história desde a fundação da associação humanitária até à atualidade ficou registada nessa obra, da autoria de Carlos Guardado da Silva, Rui Henriques e Júlio Cardoso, tornados sócios beneméritos da associação.

A imposição da medalha de mérito de proteção e socorro pela Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil marcou o centenário.

Uma medalha evocativa foi entregue a todos os elementos do corpo ativo e quadro de honra. O trabalho do até há pouco tempo comandante dos bombeiros, Luís Gaspar, foi homenageado, tendo-lhe sido atribuído um voto de louvor.

No seu discurso, o atual comandante, David Santos, revelou as dificuldades encontradas pela corporação para adquirir um veículo de combate a incêndios florestais. “Um dos maiores investimentos feitos pela associação humanitária, pago por esta de forma integral, porque todos os pedidos de apoio financeiro não obtiveram sucesso”, declarou, indicando que “tínhamos de fazê-lo para substituir veículo de combate com mais de 34 anos”.

O comandante deu também conta da vacinação contra a Covid-19, lamentando a seleção inicial de 50% dos elementos, “enquanto fomos profissionais de outros setores serem vacinados”.

“A seleção causou um certo desconforto quando precisávamos de harmonia”, admitiu. Finalmente o segundo grupo foi chamado, só que “os recrutas fora do plano de vacinação, o que para David Santos deve ser equacionado pelo Governo, uma vez que eles “treinam em conjunto com os nossos elementos para ganharem experiência e participam em várias missões”.

Ricardo Coelho, presidente da direção da associação humanitária, revelou que a pandemia impediu que houvesse receitas para suportar a despesa com a aquisição do veículo de combate a incêndios florestais e houve outros investimentos que ficaram para trás.

“Tivemos de colocar o peditório e as angariações de fundos de quarentena. Diminuímos receitas e com este investimento de 160 mil euros na nova viatura tivemos de repensar uma serie de obras e melhoramentos previstos no quartel”, afirmou.

Pedro Rodrigues, presidente da assembleia geral, prestou reconhecimento à atividade operacional dos bombeiros, enquanto que António Carvalho, presidente da Federação dos Bombeiros do Distrito de Lisboa, disse que “o voluntariado no Cadaval está bem patente neste corpo de bombeiros”. Por sua vez, Rui Rama da Silva, vice-presidente da Liga dos Bombeiros Portugueses, declarou que “os bombeiros são credores de um enorme agradecimento e reconhecimento pela demonstração de coragem, competência e espírito de sacrifício”.

José Bernardo, presidente da Câmara do Cadaval, anunciou que a autarquia vai disponibilizar dez mil euros para suportar os encargos do livro lançado e adiantou que vai ser instalado um monumento do bombeiro na vila, dada a “importância desta instituição para o concelho”.

A secretária de estado da Administração Interna começou por sublinhar que “sem bombeiros Portugal não vivia com segurança”, vincando também o seu trabalho “na linha da frente do combate à pandemia”.

Transmitiu depois que o Ministério da Administração Interna já garantiu, no quadro do Plano de Recuperação e Resiliência, uma verba de quase 19 milhões de euros para apoiar os bombeiros na aquisição de viaturas (12,6 milhões) e equipamentos de proteção individual (6,2 milhões), para além de 13 milhões de euros em apoios extraordinários.

Focou ainda a necessária evolução do voluntariado para a profissionalização. “O voluntariado é, foi e será sempre a génese dos bombeiros em Portugal. Não tenho dúvida nenhuma disso, mas também não tenho dúvida de que o sistema, como está, não vai provavelmente conseguir responder nos próximos anos a todos os desafios que temos. Há aqui uma evolução que tem de ser feita, um caminho de profissionalização, e este é o compromisso que gostaria de deixar bem patente”, frisou Patrícia Gaspar.

Para além da sessão solene, em direto no Facebook da associação humanitária, houve no passado fim de semana uma cerimónia de reconhecimento à fanfarra, romagem ao cemitério, entrega de medalhas de assiduidade, desfile motorizado pelo concelho, missa e bênção do novo veículo florestal e de viatura de comando e de imagens de São Marçal e de Nossa Senhora de Fátima.

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