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Teresa Serrenho demite-se da comissão de gestão das Hortas Urbanas

Teresa Serrenho, membro da comissão de gestão em representação da Associação MVC, apresentou o seu pedido de demissão da comissão das Hortas Urbanas. 

Os principais e derradeiros motivosda sua demissão foram relatados no período reservado às intervenções do público, na Assembleia Municipal das Caldas da Rainha que decorreu no passado dia 22.

Alegou que o pedido de demissão acontece em virtude de não considerar possívelmanter-se mais neste cargo uma vez que não se sente “respeitada pela autarquiano que concernea tomada de decisões, tempo útil para a implementação das mesmas e a inviabilidade da existência de uma comissão de gestão que não tem qualquer poder ou autonomia”.

Teresa Serrenho manifestou que devia ter “sido apresentada queixa na PSP por parte da autarquia sempre que foram furtados bens das Hortas Urbanas e verificados atos de vandalismo”.

Apontou que o pedido urgente da comissão, na solução de “disponibilização de utensílios aos utentes das hortas,como enxadas, ancinhos,carrinhos de mão, entre outros, devia ter sido implementada, equipando o espaço das hortas, como solicitado pela comissão, com uma casa de madeira para efeitos de arrumos com porta, janela e fechadura”. “Esse equipamento rondaria entre 500 a 1300 euros e nada foi feito e os utentes da horta não têm agora e já há mais de três semanas utensíliospara utilizarem”, sustentou.

A queixosa disse ainda que “a construçãodo tão esperado telheiro, cujas caraterísticasdeveriam ser telheiro com bancada, lava loiça grande e torneira, duas saídas de fumos para forno e grelhador, grelhador dimensionado ao número de utentes que existe na comunidade das hortas e parede lateral de proteção de vento, se desconhece até à data o projeto e inclusão da opinião de todos os membros que compõem a comissão de gestão”.

Teresa Serrenho recordou que foi um projeto vencedor do Orçamento Participativo e desde 2018 está a exercer funções na comissão de gestão. “Invisto tempo neste projeto, acredito que se poderia fazer algo de importante, trabalhando em várias valências diferentes, ampliando muito os objetivos e benefíciospara a comunidade no que respeita à sustentabilidade e educação ambiental”, declarou, lamentando que a visão da autarquia “seja tão reduzida e pouco ambiciosa e que não considere o trabalho gratuito em prol da comunidade por parte de alguns munícipes”.

“Sempre estive disponível através de e-mail e telefone pessoal para servir e representar o melhor possívelo meu papel, mas de facto, não aceito continuar a trabalhar desta forma, sem ser respeitada. Comigo não brincam mais”, afirmou.

Esta responsável revelou também que enviou algumas questões e nunca obteve resposta, como foi o caso das 18 banheiras termais que se encontravam ao abandono no parque e que entretanto foram removidas e alvo de um projeto do orçamento participativo.

O presidente da Câmara das Caldas respondeu que há um compromisso escrito pela vice-presidente, Maria João Domingos, no sentido de que fazia o telheiro em julho.

Quanto às banheiras termais, Tinta Ferreira disse “estão guardadas no Centro de Artes e disponíveis para eventuais projetos”.

Até 2030 não haverá novo Hospital do Oeste

Ainda no período reservado às intervenções do público, José Marques Serralheiro, mentor do Hospital Oeste Norte (integração do hospital de Caldas da Rainha, Alcobaça e Peniche), recordou que a edificação não foi concretizada por “desencontro entre as Câmaras das Caldas e de Alcobaça relativamente à sua localização”.

Segundo este responsável, pretendia ser um hospital “humano, moderno e sustentável, com a capacidade de 250 camas em substituição dos hospitais das Caldas da Rainha, Alcobaça e Peniche”.

Considerou que “perdemos o comboio que estava em andamento” e vê difícil haver condições até 2030 para o novo hospital do Oeste.

É o provedor do utente do Centro Hospitalar do Oeste e sustentou ser “uma grande injustiça que os utentes do Oeste não tenham as mesmas condições que outros concelhos para serem tratados”.

José Marques Serralheiro acha que a cidade não tem explorado as suas vertentes principais, que podiam ser “a saúde e o termalismo”.

Defendeu o aproveitamento da água termal não só para fins “públicos, mas também para a hotelaria termal”.

Frisou que o Parque D. Carlos I e a Mata Rainha D. Leonor, ex-libris patrimoniais da cidade, devem “ser renovados e potenciados como foco de atração dos visitantes locais e nacionais”. Sugeriu também um monumento moderno de tributo à Rainha D. Leonor, em substituição do existente.

Recomendou ainda a criação de uma quinta pedagógica, de um centro cultural infantil e de um museu do brinquedo como pontos de atração.

“Há vários meses que temos defendido junto da APAV (Associação Portuguesa de Apoio à Vítima) e outras autarquias a edificação de um monumento de tributo às vítimas de violência doméstica. Na minha proposta imagino um V, de Valentina, vitória, violência, a localizar nas imediações da cidade, mas de âmbito nacional e por isso visível da A8”, adiantou.

“Também sou defensor do novo hospital das Caldas. Faz todo o sentido que aqui seja construído”, disse o presidente da autarquia, Tinta Ferreira, em resposta a José Marques Serralheiro. Entende ser “necessário a reversão da organização administrativa da saúde ao nível dos hospitais do Oeste, para ter Oeste Norte e Oeste sul”.

No entanto, considera que não perderam nenhuma “batalha no âmbito do Plano de Recuperação e Resiliência, porque não foi incluída a construção de novos hospitais, pois apenas a reconstrução é elegível”. Disse que “não acredito na desculpa de que não houve hospital por não ter havido entendimento entre Caldas e Alcobaça. Se o governo entendesse a necessidade de o construir, tê-lo-ia feito”.

Também considera uma injustiça enorme o “rácio que temos de hospitais e de camas por habitante na região”.

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