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Comunidade define prioridades para a gestão sustentável da Lagoa

Representantes da comunidade da Lagoa de Óbidos reuniram-se e identificaram um leque de problemas que têm dificultado o avanço de políticas e boas práticas que protejam esta área-chave do ponto de vista da conservação da natureza, como a falta de fiscalização, o assoreamento, a pesca ilegal, o aumento das espécies invasoras e as dificuldades na articulação dos órgãos responsáveis pela gestão da lagoa.

Representantes da comunidade da Lagoa de Óbidos reuniram-se e identificaram um leque de problemas que têm dificultado o avanço de políticas e boas práticas que protejam esta área-chave do ponto de vista da conservação da natureza, como a falta de fiscalização, o assoreamento, a pesca ilegal, o aumento das espécies invasoras e as dificuldades na articulação dos órgãos responsáveis pela gestão da lagoa.

É o resultado do fórum “Co-pesca da Lagoa de Óbidos”, projeto promovido pela ANP, uma ONG portuguesa que trabalha em associação com a WWF, uma das maiores e mais respeitadas organizações independentes de conservação do mundo, cuja missão é travar a degradação da natureza e construir um futuro no qual se viva em harmonia com ela.

O projeto é financiado pelos EEA Grants, que têm como objetivos reduzir as disparidades sociais e económicas na Europa,

A ANP/WWF desde 2023 promove a discussão e capacitação comunitária sobre modelos participativos associados à cogestão da lagoa. Esta sessão de encerramento contou com a participação de pescadores, mariscadores, representantes de municípios, cientistas e organizações não governamentais de ambiente.

A Lagoa de Óbidos tem um grande impacto e importância na comunidade em seu redor, que dela depende direta e indiretamente pelo seu relevo ambiental, cultural, turístico e económico, mas “precisa de simplificar os processos e as soluções e as decisões devem ser tomadas de forma célere e ágil”. “É necessário olhar para a lagoa de forma global, abordando o assoreamento, a falta de fiscalização, as ameaças externas que afetam a pesca e os diferentes usos da Lagoa. É preciso aproveitar as oportunidades que o ecossistema proporciona”, concluíram os representantes da comunidade durante o fórum.

A cogestão trata-se de um novo paradigma na gestão dos recursos, baseado num processo participativo que se pretende inclusivo, transparente, informado, acessível e com bases científicas, e no qual todos têm voz e decisão sobre o futuro da atividade, sendo um modelo com implementação crescente no caso das pescas, como acontece na apanha de percebe da Reserva Natural das Berlengas e no que toca à pesca do polvo no Algarve.

“Este projeto foi um passo importante para a construção de um futuro mais sustentável para a Lagoa de Óbidos”, afirma Matilde Almodovar, técnica de oceanos e pescas da ANP|WWF e gestora do projeto.

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