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Diretor do ACeS Oeste Norte pretende abrir nas Caldas novo serviço de Atendimento Complementar

Na primeira grande entrevista após ter sido nomeado diretor executivo do Agrupamento de Centros de Saúde Oeste Norte (ACeS Oeste Norte), João Gomes disse ao JORNAL DAS CALDAS que pretende criar no concelho das Caldas, num espaço próprio deslocalizado das unidades de saúde, um novo serviço de Atendimento Complementar (AC), que se destina à prestação de cuidados de saúde para os utentes sem médico de família em situações de doença aguda ou para as pessoas com médico de família que padeçam e precisem de acesso a cuidados de saúde fora do horário de funcionamento da sua Unidade de Saúde. A nova infraestrutura tenciona ainda receber os utentes que o Centro Hospitalar do Oeste entende como não sendo urgentes (pulseiras verdes e azuis). 

Na primeira grande entrevista após ter sido nomeado diretor executivo do Agrupamento de Centros de Saúde Oeste Norte (ACeS Oeste Norte), João Gomes disse ao JORNAL DAS CALDAS que pretende criar no concelho das Caldas, num espaço próprio deslocalizado das unidades de saúde, um novo serviço de Atendimento Complementar (AC), que se destina à prestação de cuidados de saúde para os utentes sem médico de família em situações de doença aguda ou para as pessoas com médico de família que padeçam e precisem de acesso a cuidados de saúde fora do horário de funcionamento da sua Unidade de Saúde. A nova infraestrutura tenciona ainda receber os utentes que o Centro Hospitalar do Oeste entende como não sendo urgentes (pulseiras verdes e azuis). 

Este novo projeto pretende dar resposta aos cerca de 36 mil utentes sem médico de família na área de abrangência do ACeS Oeste Norte, que inclui os concelhos de Caldas da Rainha, Óbidos, Bombarral, Peniche, Alcobaça e Nazaré.

Segundo o responsável, cerca de 20% da população (176 mil) abrangida pelo ACeS Oeste Norte não tem médico de família atribuído.

Para a criação do AC, João Gomes pretende ter o apoio do Município das Caldas da Rainha. Relatou que nas primeiras semanas à frente do agrupamento falou com os “seis presidentes de câmara para discutir as linhas orientadoras de gestão e envolvê-los no processo de mudança, com o intuito de potenciar parcerias e sinergias para ultrassolar da melhor forma as dificuldades”.

O responsável recordou que o ACeS Oeste Norte tem atualmente duas Unidades de AC: uma no Bombarral e outra na Nazaré. A unidade da Nazaré funciona todos os dias das 20h00 às 24h00 e a o do Bombarral está aberto aos sábados, domingos e feriados das 9h00 às 13h00. “Estas duas estruturas não estão a funcionar como nós gostaríamos que estivessem por falta de clínicos para assegurar as escalas”, relatou João Gomes, acrescentando que apesar de querer melhoramentos, a da Nazaré funciona “razoavelmente bem”. “Na Nazaré há situações pontuais durante o mês em que não há médico escalado e o serviço está assegurado por um enfermeiro”, apontou, referindo que a do Bombarral a “situação é mais dramática, porque são poucos os dias em que há equipa completa”.

ACeS Oeste Norte recebeu 5 novos médicos

João Gomes referiu que o ACeS Oeste Norte recebeu no dia 25 de julho quatro médicos de Medicina Geral e Familiar e um de Saúde Pública que vieram dar resolução a cerca de oito mil utentes sem médico de família. Das oito vagas solicitadas foram “preenchidas 50%”. “Houve neste último mês e meio um aumento significativo de utentes sem médico de família, chegando aos 44 mil devido à saída de médicos, nomeadamente por aposentação, e com a chegada dos novos profissionais reduzimos esse número em 8 mil”, contou.

Dos seis concelhos atribuídos ao ACeS Oeste Norte, Caldas da Rainha é o que tem mais utentes sem médico de família, seguido de Alcobaça, Peniche, Bombarral, Óbidos e Nazaré. 

Segundo o diretor executivo do agrupamento, para estabilizar a falta de médicos precisavam de mais 26 profissionais. “Em 2012 a população era cifrada em 171 mil e neste momento temos nos seis concelhos cerca de 176 mil pessoas”, relatou, explicando que já na “altura foi contabilizada a necessidade de 116 médicos e neste momento temos 88”.

“O mesmo se aplica aos enfermeiros. Na altura tínhamos um quadro pessoal assumido para 131 colegas e neste momento temos 120. É preciso considerar que os enfermeiros, nomeadamente nos diferentes modelos organizativos de cuidados, como Unidade de Saúde e Familiar (USF), Unidade de Cuidados na Comunidade (UCC), entre outros, têm uma multiplicidade de intervenções na comunidade, e contabilizando todo o tempo que investem em projetos de índole local os recursos que nós temos existentes para essas solicitações são cada vez menos e a taxa de esforço está a subir significativamente”, contou.

João Gomes, que iniciou funções no dia 6 de junho, reconheceu que há problemas no ACeS Oeste Norte que pretende melhorar. “Por todos os sítios que tenho passado, há sempre um histórico a considerar e o que fiz aqui foi uma análise do estado do ACeS”, reportou o responsável, que nas primeiras duas semanas teve o cuidado de “visitar todas as unidades do agrupamento para conhecer as pessoas e os sítios onde trabalham e isso deu-me uma perspetiva muito importante para as medidas que se avizinham”.

Revelou que também conheceu os “inúmeros projetos de intervenção social”, salientando que o ACeS Oeste Norte “é muito mais do que listas sem médico de família”.

Destacou os profissionais do agrupamento referindo que é uma equipa “disponível” e à procura de “uma renovação na forma como nós vemos o trabalho que se tem estado a desenvolver no passado”. “É um conjunto de profissionais, entre enfermeiros, técnicos de saúde, técnicos superiores de saúde, psicólogos, dentistas, entre outros, que desenvolvem diariamente um trabalho assinalável em tantas vertentes de impacto social e isso é um saldo muito positivo, porque encontrei uma equipa dinâmica e motivada para os desafios que eu defendo para o futuro”, adiantou.

João Gomes defende a “comunicação interna e externa” como área de intervenção prioritária. “Queremos motivar os profissionais internamente, unindo-os e mantendo-os atualizados sobre tudo aquilo que se está a fazer, e também no estabelecimento de parcerias, sinergias, acordos, cooperações entre autarquias, juntas de freguesia e os órgãos de comunicação social”, apontou.

Atendimento de chamadas vai ser melhorado

Quanto ao problema já identificado anteriormente, com queixas de utentes a dizer que os centros de saúde não atendem o telefone, o diretor executivo admite haver essa falha e garante que “um atendimento de chamadas novo está em curso”. “A nossa engenheira informática vai para uma outra instituição por mobilidade a 1 de setembro, mas está a desenvolver um sistema de atendimento telefónico que vai resolver essa questão”, assegurou.

O responsável disse que “será implantado um sistema mais atualizado, que permitirá que a chamada seja sempre atendida, ou em caso contrário, que seja posteriormente contactado pela unidade se saúde”.

“Algumas unidades de saúde só têm a atribuição de um ou dois números de telefone disponíveis e basta um médico ou dois dessa unidade estarem a fazer telefonemas ao exterior que a unidade fica sem capacidade de ser contactável”, explicou. 

João Gomes falou ainda de outros problemas, nomeadamente com a renovação de medicações. “Estamos dependentes da Administração Regional de Saúde de Lisboa e Vale do Tejo para o fornecimento futuro de papel, toner e restantes recursos”. “Tentamos minimizar o impacto, transformando tudo aquilo que é em papel para o digital. O único impasse é a questão de que os idosos não possuem meios para ver as receitas por SMS”, relatou.

Vacinação Covid-19 vai retomar no Arneirense a 5 de setembro

Arranca a 5 de setembro a campanha de vacinação outono/inverno para a Covid-19 e gripe sazonal e para os utentes dos concelhos de Caldas da Rainha e Óbidos, terá lugar no Arneirense. Haverá protocolos separados para quem tomar vacinas para as duas doenças ou simplesmente para as doses de reforço da covid-19. “É uma exigência nacional onde todos os ACES foram convidados a fazer reativação dos centros de vacinação”, contou.

A vacinação conjunta para a Covid-19 e gripe sazonal vai acontecer de forma faseada. A 5 de setembro iniciam com a população com 80 ou mais anos que receberão o reforço da Covid-19 e a vacina da gripe sazonal e ao longo do tempo irá diminuir a faixa etária. “No início vai começar com o agendamento local, onde o ACeS Oeste Norte vai convocar os seus elegíveis e depois vai passar a um processo de agendamento central ao qual nós não temos intervenção e recebemos informação dos utentes para a vacinação (finais de setembro)”, indicou. 

João Gomes considera “crucial” as pessoas recorrerem à vacinação Covid-19 de outono e inverno, como forma de minimizar “os índices de morbilidade e de doença no inverno e se nós conseguirmos fazer isto vamos reduzir o impacto que essas pessoas se não tiverem a vacinação concluída vão ter junto das urgências hospitalares e dos centros de saúde”.

Segundo este responsável, a pandemia ainda “não acabou”. “Estamos mais protegidos e isso dá-nos uma falsa sensação de segurança”, afirmou. 

Quanto à colocação, por regimes de prestação de serviços e contratação de empresas, de médicos não especializados em medicina geral e familiar, o diretor executivo declarou que “são colegas que não fazem todas as valências, ou seja, não cumprem a função de médico de família, mas fazem funções também elas importantes das consultas abertas, reavaliação do atestado médico e renovação de medicações crónicas”. 

“Todos são importantes para colmatar as falhas que nós temos”, sublinhou, referindo que “não cumprem a grande necessidade dos centros de saúde, que é reduzir o número de utentes sem médico de família”.  

O diretor do executivo do ACeS Oeste Norte considera que uma forma de cativar os médicos de família que “ingressam como internos é apresentar a região, envolvendo-os nas dinâmicas locais, criando um sentimento de pertença para que fiquem”.

Em declarações ao JORNAL DAS CALDAS, o profissional de saúde manifestou que a candidatura a diretor do ACeS Oeste Norte surgiu por “convite direto da ministra da Saúde após ter remetido há cerca de um ano o meu currículo à Administração Regional de Saúde de Lisboa e Vale do Tejo disponibilizando-me para projetos em que entendessem ser útil o meu contributo”.

É para João Gomes uma função “importante”, porque “tem a ver com a porta de porta de entrada para os utentes no Serviço Nacional de Saúde”.

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