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Investigador caldense vai coordenar projeto internacional sobre turismo de saúde e bem-estar

O arquiteto caldense e investigador Jorge Mangorrinha vai coordenar o projeto com escala internacional, “Health and Wellness Tourism: Medicine, Policies, Economy, Pedagogy and Cities”, que envolve um diagnóstico por todos os continentes sobre o turismo de saúde e bem-estar. Trata-se assim de uma investigação que também está relacionada com o ensino das matérias nas Caldas da Rainha, em níveis profissionalizantes, visto que “as Caldas da Rainha têm quase tudo para se fazer dela um Parque de Saúde”.

O arquiteto caldense e investigador Jorge Mangorrinha vai coordenar o projeto com escala internacional, “Health and Wellness Tourism: Medicine, Policies, Economy, Pedagogy and Cities”, que envolve um diagnóstico por todos os continentes sobre o turismo de saúde e bem-estar. Trata-se assim de uma investigação que também está relacionada com o ensino das matérias nas Caldas da Rainha, em níveis profissionalizantes, visto que “as Caldas da Rainha têm quase tudo para se fazer dela um Parque de Saúde”.

Este projeto internacional trata-se de “uma investigação sobre tendências e casos concretos em turismo de saúde e bem-estar, em diferentes perspetivas articuladas entre si, sob um objetivo comum, ou seja, pretende-se juntar contributos, académicos e técnicos, atualizados”, explicou o orientador de teses de mestrado e doutoramento em Portugal e no estrangeiro. Além disso tem “uma motivação acrescida”, face à realidade pandémica, que também traz mudanças comportamentais. “Este é um segmento que cresceu muito na última década antes da pandemia e esta é uma investigação transdisciplinar de atualização do conhecimento e das práticas”, frisou Jorge Mangorrinha.

A par disso é “importante conhecer os contributos de académicos, que têm trabalhado a ligação da medicina com o turismo, em particular no turismo de saúde e no turismo médico”, bem como conhecer os estudos sobre políticas, por exemplo modelos de gestão, tanto públicos como privados e mistos, em relação ao setor do turismo e, em particular, ao subsetor do turismo de saúde e bem-estar. Também considerou importante atualizar os dados da economia sobre o conhecimento que se tem em relação às receitas diretas de turistas e em relação ao contributo para o desenvolvimento global, proporcionando, também, emprego e oportunidade de negócios, e ainda “é importante, que se conheçam os programas e os métodos de ensino, em termos da pedagogia do turismo de saúde e bem-estar”.

“Finalmente é importante o contexto territorial, onde a atividade se insere, em particular as cidades, como entidades complexas, verdadeiramente estimulantes para projetos urbanos identitários”, referiu. Contudo para estas perspetivas, Jorge Mangorrinha considerou “indispensável contar com quem mais tem produzido, técnica e cientificamente”.

“As respostas serão disseminadas pelos participantes, de modo a informar as redes de ensino e de agentes técnicos e políticos, como proposta metodológica para eventuais melhorias”, frisou.

O projeto vai envolver o levantamento do estado da arte em cinco anos, entre 2018 e 2022, ou seja, “o que tem sido produzido em termos do avanço do conhecimento à escala mundial, imediatamente antes da pandemia e durante a mesma até à atualidade, em cada pilar do estudo”, e ainda o estabelecimento de conexões diretas, com os investigadores e especialistas.

Por último, um diagnóstico conjunto e uma apresentação de um relatório circunstanciado.

De acordo com o arquiteto caldense, “vamos trabalhar em rede, mas inicialmente não estaremos presentes em plataformas digitais específicas para o projeto, enquanto não houver resultados, que se preveem para o final deste ano”.

O projeto também vai abordar o turismo de saúde, envolvendo pessoas, que viajam para um lugar diferente para receber tratamentos, quase sempre em ambiente ligado à natureza e ao espaço envolvente, como por exemplo nas termas, que tem tido um crescimento na América do Sul, para além dos novos investimentos na Europa. Neste segmento da saúde, Jorge Mangorrinha disse também que “existe o turismo médico, destinado a tratamentos e procedimentos cirúrgicos ou estéticos em clínicas ou hospitais. O estudo também o integra, até porque é relevante o que se passa com a região Ásia-Pacífico, que atualmente domina o mercado do turismo médico”.

Em contrapartida, “o turismo de bem-estar, por si só, envolve pessoas, que viajam para um lugar diferente para manterem ou melhorarem a sua saúde pessoal, física e mental, através de experiências baseadas em procedimentos que não envolvem serviços ou instalações médicas, nem necessariamente uma ligação estreita com a natureza e o espaço envolvente, como por exemplo os spas, que estão por todo o lado, muitas vezes ligados a redes hoteleiras”.

Face a isso é “importante recolher dados sobre este objeto de estudo, em diferentes geografias, para os poder comparar, bem como realizar estudos analíticos sobre a evolução da indústria e sobre o seu impacto na economia mundial e nas cidades diretamente conexas”. “Sem saber do global é impossível ver bem o local”, apontou o investigador.

A iniciativa também está relacionada com o ensino das matérias nas Caldas da Rainha, em níveis profissionalizantes, embora “devam ter o mesmo rigor, tal como se exige a um curso superior ou a uma linha de investigação universitária”. “As escolas poderão, depois, obter os resultados do estudo e disseminar pelos alunos e docentes”, explicou Jorge Mangorrinha, adiantando que “as Caldas da Rainha têm quase tudo para se fazer dela um Parque de Saúde”. “Mas para tal urge a resolução de um conjunto de problemas, tais como, um novo hospital para o Oeste, para que as instalações do atual nas Caldas sejam reconvertidas, e um modelo de termalismo ambicioso”, sublinhou o arquiteto.

Na sua opinião, “o termalismo, o turismo médico e o turismo de bem-estar teriam condições de existir num microcosmo pensado numa lógica integrada”, sendo uma espécie de “grande projeto para que Caldas da Rainha se afirmasse pela positiva, com reconhecimento nacional e internacional, e numa economia em setores que estão em expansão no mundo e, portanto, com retorno garantido face ao investimento”.

Jorge Mangorrinha também referiu que “a autarquia caldense não deve ter uma visão redutora para o termalismo e para o património, pois um melhor ensino nas Caldas é um melhor ensino para Portugal e traz ao setor melhores recursos humanos”. “Um melhor termalismo nas Caldas é seguramente um melhor termalismo para Portugal e isso faz-se com os mais bem capacitados”, esclareceu o investigador, deixando um apelo aos autarcas locais, de que “a cidade ainda espera por quem olhe por ela”. “É uma cidade, que tem estado obrigada a situar-se de costas para o mundo em mudança. Isto faz com que seja pequenina demais, sem rasgos, mas há quem se sinta bem assim”, apontou.

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