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IVA zero não convence caldenses

A entrada em vigor na passada terça-feira do IVA zero aplicado a 46 produtos alimentares considerados essenciais não sossega os consumidores, que não estão à espera de uma descida expressiva dos preços, segundo manifestaram alguns caldenses contactados pelo JORNAL DAS CALDAS.

A entrada em vigor na passada terça-feira do IVA zero aplicado a 46 produtos alimentares considerados essenciais não sossega os consumidores, que não estão à espera de uma descida expressiva dos preços, segundo manifestaram alguns caldenses contactados pelo JORNAL DAS CALDAS.

Em geral, as opiniões recolhidas vão no sentido de que os preços vão continuar altos e as reduções com o IVA a zero por cento “não terão grande impacto nas carteiras”, até porque estavam taxados a seis por cento.

Os consumidores mostram até desconfiança perante a medida do governo e pedem outro tipo de medidas porque não se reveem nesta.

Face às despesas só resta aos consumidores “fazer uma gestão com muito critério do que comprar”. Gastos bem definidos para fazer face aos custos da inflação, que o pacote de produtos com IVA zero não vem resolver, segundo dizem os consumidores.

A lista de produtos alimentares que passam a estar isentos de IVA até final de outubro abrange cereais e derivados, tubérculos (pão, batata, massas e arroz), lacticínios (leite de vaca, iogurtes ou leites fermentados e queijos), frutas (maçã, banana, laranja, pera e melão), leguminosas (feijão vermelho, feijão frade e grão-de-bico), legumes e hortícolas (cebola, tomate, couve-flor, alface, brócolos, cenoura, courgette, alho francês, abóbora, grelos, couve portuguesa, espinafres, nabo e ervilhas, carne e pescado (porco, frango, peru, vaca, bacalhau, sardinha, pescada, carapau, dourada e cavala), gorduras e óleos (azeite, óleos vegetais e manteiga) e outros produtos (atum em conserva, ovos de galinha, bebidas e iogurtes de base vegetal e produtos sem glúten para doentes celíacos).

“Os produtos foram escolhidos tendo em conta o cabaz de alimentação saudável do Ministério da Saúde e os dados das empresas de distribuição sobre os produtos mais consumidos pelos portugueses”, explica o Governo.

Esta medida, surgida na sequência de um pacto tripartido assinado entre o Governo e os setores da produção e da distribuição alimentar, visa “combater os efeitos da inflação no rendimento das famílias”, com o Governo a estimar que terá um contributo de 0,2% na redução da taxa de inflação em 2023.

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