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Restaurantes das Caldas com recordes de almoços e jantares de natal

Depois de dois dezembros marcados pela pandemia de Covid-19, que limitaram o convívio, regressaram em 2022 os tradicionais jantares de natal e fim de ano aos restaurantes das Caldas da Rainha.  Ultrapassadas as questões do confinamento e das restrições com obrigatoriedade de apresentação do certificado de vacinação e testes Covid-19, os responsáveis de restaurantes temiam sentir o impacto da inflação e receavam menos afluência no início de 2023, o que não está a acontecer. Pelo contrário, os restaurantes registaram muito clientes nestes primeiros dias de janeiro. 

Depois de dois dezembros marcados pela pandemia de Covid-19, que limitaram o convívio, regressaram em 2022 os tradicionais jantares de natal e fim de ano aos restaurantes das Caldas da Rainha.  Ultrapassadas as questões do confinamento e das restrições com obrigatoriedade de apresentação do certificado de vacinação e testes Covid-19, os responsáveis de restaurantes temiam sentir o impacto da inflação e receavam menos afluência no início de 2023, o que não está a acontecer. Pelo contrário, os restaurantes registaram muito clientes nestes primeiros dias de janeiro. 

Em declarações ao JORNAL DAS CALDAS, Carlos Paulo, responsável pelo restaurante Paraíso do Coto, disse que as pessoas estavam ansiosas de fazer as tradicionais jantaradas de natal. O empresário foi obrigado a recusar trabalhos. “Tivemos muitos pedidos e muitos grupos grandes no restaurante e muitos encontros através do serviço de catering, não só nas Caldas”, referiu.

Carlos Paulo recordou que abriu o restaurante em 2015 e o recorde de jantares de natal e ano novo foi em 2016. Este ano encerrou no dia de Natal e à noite trabalhou só com encomendas. Também fechou na passagem de ano com o intuito de dar descanso aos recursos humanos que “são poucos para o trabalho e precisavam mesmo de descansar”. O empresário disse que, ao contrário do que aconteceu em 2022, já apareceram pessoas no restaurante à procura de trabalho.

Quanto à inflação, foi obrigado a aumentar os preços ligeiramente para conseguir continuar a servir pratos com qualidade. “Pensei mesmo que em janeiro sentisse um abrandamento de clientes devido à inflação, mas iniciámos o ano com casa cheia praticamente todos os dias”, relatou. No entanto, considera que não há nenhum restaurante que “não esteja à espera de menos clientes nestes primeiros meses do ano”.

Paulo Eusébio, proprietário do restaurante Cortiço, em Tornada, aponta que houve uma retoma, em comparação com o antes da pandemia, fazendo um balanço muito positivo. “Esta época festiva foi uma altura de muito trabalho que bateu todos os recordes de expetativas, porque as pessoas estavam mesmo à espera de voltar a fazer encontros de grupos”, contou o responsável.

Segundo Paulo Eusébio, tiveram que recusar pedidos porque não conseguiam servir tantas pessoas e grupos. Nesse sentido, apontou que em novembro e dezembro a população esqueceu a inflação e o objetivo foi mesmo “usufruir dos jantares e conviver”. Tiveram encontros de empresas e associações, mas também muitos jantares de grupos de amigos.

O empresário referiu que a inflação está a dificultar porque não quer aumentar muito os preços, mas “os produtos estão mais caros e a energia aumentou substancialmente”.

Previa um início de 2023 muito fraquinho, mas “não abrandou nada. Temos trabalhado muito bem”, relatou.  

No restaurante “A Lareira”, no Alto do Nobre, a procura também tem sido “muita”. “Todas as noites antes do natal teve grupos de empresas e de amigos que quiseram comemorar. Foi um bocadinho acima do esperado”, confessou, Sérgio Coito, proprietário do restaurante, que considera que as pessoas estavam mais “libertas” para “festejar” com os amigos, tendo em conta os últimos anos de pandemia, e as empresas também proporcionaram momentos de convívio para os funcionários.

Quanto à inflação Sérgio Coito afirmou que as despesas aumentaram muito para todos e receia que 2023 seja um ano mau. Apesar de tudo, no início do ano tem trabalhado “muito bem”. 

Compras de natal abaixo das expetativas dos comerciantes

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Os saldos já iniciaram nas lojas das Caldas

Ainda no setor da alimentação, Francisco Baridó, um dos responsáveis dos Queijos de Santa Quitéria, já pertencente ao concelho de Alcobaça, declarou que notou uma quebra de vendas no natal. “As pessoas vieram comprar, mas muito menos do que o habitual. Nota-se que houve uma quebra de compra e a escolha de produtos mais económicos”, contou. 

Já o comércio tradicional das Caldas não fez um balanço geral tão positivo da venda na altura das festividades como o setor da restauração. 

Sandra Martins, proprietária da loja Atractiva Moda XL, admitiu que “as compras de natal foram um pouco menos do que o ano anterior e esperava vender mais apesar da crise”. Devido à inflação a roupa da coleção de inverno chegou um pouco mais cara e “as pessoas foram contidas em comprar”. 

A empresária já iniciou na sua loja saldos até 40% de desconto. Sandra Martins espera melhores resultados nesta época de saldos “pós-natal”, pois os preços baixam muito em relação ao preço original.

Carla Granier, que abriu em 2022 a loja “Green Bazaar”, um novo conceito de loja que chama “anticrise”, não vendeu no natal como esperava.

“O conceito é diferente porque na Green Bazaar é possível encontrar artigos novos, mas também outros seminovos ou usados em bom estado. E há sempre descontos”, disse a responsável. Tem uma tabela com os preços e agora na época dos saldos há maiores descontos. 

Espera vender mais em 2023 até porque considera que como a loja é recente ainda há pessoas que não conhecem o conceito. “Aqui pode-se comprar artigos de marca a um preço muito bom e com a crise que vai piorar este ano acho que a procura por este tipo de estabelecimento vai aumentar”, salientou.

Vanussa Silva, da loja Ecco Moda, disse ao JORNAL DAS CALDAS, que as vendas neste natal foram muito mais fracas do que em 2021. “Acho que devido à inflação e notícias da crise as pessoas focaram-se mais nos presentes para as crianças”, relatou.

Ao contrário do que aconteceu no natal, Vanussa Silva disse que teve mais procura de pessoas à procura de roupa de festa para a passagem de ano.

A empresária sustentou que 2023 será um ano com “compras mais pensadas”. “Eu já noto que os clientes pensam mais antes de comprar e adquirem uma peça de roupa por paixão. As clientes procuram comprar mais aquilo que realmente gostam sem olhar para o preço”, contou.

A responsável adiantou ainda que se previa um “ano 2022 mau para o comércio tradicional e foi o meu melhor ano de venda desde que abri”. 

A Ecco Moda já iniciou os saldos, mas “as clientes compraram mais no início da coleção”, indicou.

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