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Martin Caldeiras instalada na Zona Industrial investe em plena pandemia

A empresa Martin Caldeiras, Lda, com uma fábrica na Zona Industrial das Caldas da Rainha, num investimento inicial de cinco milhões de euros, quer expandir as suas instalações para responder ao crescimento do volume de negócios.

O grupo alemão com várias empresas espalhadas pelo mundo tem vindo a investir nos últimos três anos na sua unidade de produção nas Caldas da Rainha, com o intuito de duplicar a produção. Com este crescimento a empresa na zona industrial caldense, que conta atualmente com 21 colaboradores, quer duplicar o volume de negócio. O seu responsável, Peter Alpiger, indicou que a empresa atingiu em 2017, primeiro ano de atividade operacional da empresa, um volume de negócios na ordem dos dois milhões de euros. A atividade da empresa tem vindo a crescer, apesar dos constrangimentos causados pela pandemia, prevendo que com a conclusão do investimento, atinja valores próximos de cinco milhões de euros. De acordo com Peter Alpiger, noventa e cinco por cento da produção é destinada a exportação, nomeadamente para o norte da Europa. “A empresa precisa de expandir atuais instalações” A empresa “precisa de ampliar as atuais instalações porque começa a faltar espaço físico”, disse Daniel Leitão, responsável pelo departamento de qualidade. Segundo apontou, a fábrica é responsável pela fabricação de peças e equipamentos a serem montadas nas centrais de queima de resíduos urbanos. O processo de fabrico divide-se em duas etapas distintas. Uma primeira etapa centra-se na aplicação do revestimento de uma liga metálica nas “paredes” das caldeiras. Este processo robotizado promove a longevidade e a durabilidade dessas paredes. A segunda etapa, onde a componente manual assume maior destaque, centra-se no acabamento e montagem das peças produzidas. Este processo necessita de grande parte do espaço útil da fábrica. O principal produto que sai das linhas de produção são as paredes das caldeiras, peças essas que podem atingir facilmente os oito metros de comprimento. Peter Alpiger conta que “começámos em 2017 com seiscentos e vinte metros quadrados de capacidade de produção. Em 2018 foi efetuado um investimento de mais duas linhas de robôs, passando a capacidade produtiva para mil metros quadrados”. Em 2020, já em plena pandemia, fizeram um protótipo colocando dois robôs em cada linha, e no final do ano decidiram fazer o mesmo nas outras quatro linhas restantes. “Neste momento duplicámos a linha de produção, o que significa que temos uma capacidade instalada de dois mil metros quadrados de produção”, referiu. Daniel Leitão descreveu que “com este aumento da capacidade produtiva, as instalações da fábrica, inicialmente dimensionadas para uma capacidade de menos de mil metros quadrados, neste momento revelam ser diminutas para as necessidades da empresa. Como o processo de revestimento dos painéis de tubos é só uma parte do nosso negócio, porque as peças são cortadas e soldadas para darem origem a paredes inteiras de caldeiras, é aí que nos deparamos com falta de espaço porque conseguimos produzir, mas não conseguimos completar o produto”. Mesmo no meio da pandemia a Martin Caldeiras pretende ampliar as instalações. O investimento vai permitir alargar a capacidade de produção e armazenamento da empresa, visando expandir a sua atividade. Os responsáveis da Martin Caldeiras esperam continuar a contar com o apoio do município das Caldas da Rainha para a concretização deste projeto de expansão, uma vez que “o crescimento cumpre a estratégia nacional para a indústria sustentável e valor acrescentado, não apenas à criação de emprego, mas de melhor emprego e mais bem remunerado”. Para além do aumento de produção, em 2020 lançaram uma nova área de negócio – serviço de assistência técnica e reparação, realizado por uma equipa de técnicos portugueses. A empresa já conta nesta equipa com cinco colaboradores e a empresa pretende ainda este ano empregar mais dez técnicos de manutenção industrial e trabalhadores da área de serralharia. “O objetivo é dar assistência técnica aos clientes do grupo alemão espalhados pela Europa, quando existem danos num destes painéis ou noutro equipamento do processo de queima de resíduos. Esta nova equipa vai contribuir para redução de custos de reparação e diminuir o tempo de inatividade das centrais, proporcionando um melhor serviço, reforçando a relação com os clientes”, explicou João Santos, colaborador da Martin Caldeiras. Para colmatar a falta de mão de obra qualificada, a empresa tem contado com o apoio do Cenfim – Centro de Formação Profissional da Indústria Metalúrgica e Metalomecânica, núcleo das Caldas que tem promovido cursos de formação profissional para satisfazer as necessidades da empresa. João Santos destacou a excelente parceria e cooperação com o Cenfim, que tem criado ações de formação “quase” à medida das necessidades da Martin Caldeiras. A pandemia provocada pelo virus Covid 19 e as consequentes restrições impostas veio dificultar as ações de formação. Contudo, “foi- nos adiantado que durante o mês de junho terá inicio um novo curso de formação com vista a preparar mais pessoal para integrar esta equipa de serviço de assistência técnica e reparação”. João Santos destacou ainda a colaboração do Centro de Emprego de Oeste Norte. O Grupo Martin A Martin Caldeiras, Lda. foi constituída em setembro de 2015, tem sede nas Caldas e integra o Grupo Martin, que tem a casa mãe em Munique (Alemanha) e do qual fazem parte mais seis empresas na Suíça, França, Estados Unidos de América, Índia, Alemanha e Austrália. Fundada em 1925, a Martin GmbH é pioneira e líder na tecnologia de incineração de resíduos urbanos. A casa mãe presta serviços de engenharia e gestão de projeto, faz o estudo, conceção, construção de centrais de tratamento de resíduos (conceção e desenvolvimentos de soluções a incluir em projetos desenvolvidos por parceiros, consultoria e serviço de assistência técnica) e fornece soluções completas (construção de raiz de novas centrais) ou venda de equipamentos (caldeiras). Tem o apelido do seu fundador, Josef Martin e já vai na terceira geração. Para além da incineração do lixo orgânico, nestas centrais também se separa o que pode ser reutilizado. A tecnologia do grupo alemão está presente em 588 centrais e 1079 linhas de produção de energia. Estas unidades eliminam milhares de toneladas de resíduos por dia. “Transformam o lixo em energia através do fogo, e contribuem para um ambiente mais limpo, evitando o depósito do lixo no meio ambiente”, explicou Peter Alpiger, reforçando que este tipo de solução é bastante utilizado nos países do norte da Europa, onde as questões ambientais e energéticas assumem uma grande importância.

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